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29
jan
10

Loteria Cinematográfica – 29 de Janeiro

Sexta-feira, dia 29 de janeiro, teremos mais quatro novas opções nos cinemas. Há dois filmes que estão naquela categoria de “feitos para concorrer ao oscar”, há um exemplar de ação com Mel Gibson no maior estilo “Busca Explosiva” (Taken) e há uma comédia de terror. Tem opções para todos, mas esse blog só elegerá uma digna de atenção para este fim de semana, afinal não podemos ir sempre ao cinema. Então, a Loteria Cinematográfica dará essa valiosa resposta após a introdução de nossos concorrentes.

O Fim da Escuridão (The Edge of Darkness)

Sinopse: “Quando sua filha ativista é assassinada, investigador da polícia decide trabalhar no caso e descobre um sistema de corrupção que causou a morte da moça.”

Análise: Esse filme está sendo lançado com o objetivo de se tornar um novo “Busca Explosiva” (Taken), sucesso de crítica e pública estrelado por Liam Neeson no ano passado. Aqui temos um Mel Gibson que volta a estrelar uma produção depois de 7 anos e o diretor de “Cassino Royale”, o melhor filme do espião 007. Devo dizer que essas histórias de vingança me exercem um fascínio mórbido, principalmente quando é acompanhado de muita violência e crueldade, então fico muito tentado a dar a esse filme uma chance.

Nine

Sinopse: “Enquanto tenta fazer um novo filme, diretor de cinema é perseguido por todas as mulheres de sua vida, da amante à sua falecida mãe.”

Análise: Trata-se de um musical, do mesmo diretor de “Chicago” e é baseado no filme “Oito e Meio” de Federico Fellini. Já fiz uma análise desse filme no especial do Globo de Ouro, e minha conclusão lá é a mesma que vou fazer aqui: para quem é fã de musicais, deve ser uma boa pedida para o fim de semana, para quem não é, basta ignorar. Entretanto, cuidado, o filme não tem tido boas críticas.

Invictus

Sinopse: “O filme mostra Nelson Mandela, depois da queda do apartheid na África do Sul e durante seu primeiro mandato como presidente, quando se esforçou para que o país sediasse Copa do Mundo de Rugby de 1995. Uma grande oportunidade para unir seus compatriotas.”

Análise: Novo filme dirigido pelo Clint Eastwood, ou seja, sua aposta para receber mais uma indicação ao Oscar esse ano. Nele temos Morgan Freeman de Nelson Mandela e Matt Damon de ídolo esportivo, tudo isso em meio a um dramalhão de esportes, que considero um dos sub-gêneros mais abomináveis do mundo cinematográfico. Então, eu passo a grande história inspiradora de como o Rudby uniu a África do Sul.

Zumbilândia  (Zombieland)

Sinopse: “Aqui é contada a história de Columbus (Jesse Eisenberg), que sobrevive em uma terra pós-apocalíptica povoada por zumbis seguindo uma lista de 31 regras. Dentre essas regras há coisas como evitar banheiros públicos, se manter em forma (para correr dos zumbis) e sempre usar cinto de segurança. Em sua jornada, ele acaba conhecendo Tallahassee (Woody Harrelson, fantástico como sempre), um homem que pode ser considerado o melhor matador de zumbis deste novo mundo. Os dois seguem juntos atravessando os EUA e no caminho ainda encontram as irmãs Wichita (Emma Stone) and Little Rock (Abigail Breslin), que podem não parecer o que realmente são.”

Análise: Tive a oportunidade de assistir a esse filme numa pré-estréia em dezembro do ano passado e, como publiquei anteriormente, é um ótimo exemplar da comédia de terror. Para quem gosta de zumbis, ou de comédia, ou de suspense, ou do Bill Murray, ou apenas de um bom filme, “Zumbilândia” é a escolha ideal para o este fim de semana.

Concluindo: Mais um vez a escolha tem um campeão meio que pré-anunciado. “Zumbilândia” é a melhor opção dentre as estréias e vale uma conferida. Fica a dica para todos.

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23
nov
09

2012 (2009)

Fazia tempo que não sentia uma sensação tão grande de nojo ao assistir um filme como senti ao assistir “2012”. Na verdade, faz exatamente 2 anos e meio, pois ainda lembro do dia fatídico em que assisti a uma das maiores afrontas à inteligência da humanidade, também chamada de “Transformers”.

Roland Emmerich, “diretor” de “2012”, e Michael Bay, “diretor” de “Transformers”, criaram um certo tipo de competição pessoal. Desde meados da década de 90, os dois trazem uma pérola do mau gosto atrás da outra, sempre tentando se superar. Veja bem, não é difícil perceber essa disputa mórbida dos dois pelo título de pior cineasta do cinema moderno.

Tudo começou quando Bay lançou “Bad Boys”, uma película modesta, afinal ele ainda estava se aperfeiçoando em fazer filmes ruins. Entretanto, o gráfico abaixo mostra o quanto ele subiu na “Escala de Ruindade”, mostrando o quanto a sua evolução o levou de encontro ao seu nicho como um diretor medíocre.

A crescente de Michael Bay

Já o caso de Roland Emmerich pode até emocionar, devido à grande superação pela qual ele passou. Ele começou no topo, afinal, foi de suas mãos que nasceu a atrocidade chamada “Independence Day”, filme de ficção científica ufanista e estúpido, em que os aliens invasores são destruídos com um vírus de computador do Windows 95. Apesar de começar tão mal, Emmerich foi ficando menos pior com o passar dos anos e até atingiu algo que beirou o aceitável com “O Dia Depois de Amanhã”. Mas, com esse “2012”, ele voltou com tudo e mostrou pro Michael Bay que esta disputa está mais concorrida do que nunca.

Lembrando que a “Escala de Ruindade” não leva em consideração apenas o nível de qualidade duvidoso do filme, como também o impacto que ele promoveu na sociedade, ou seja, a quantidade de pessoas que tiveram o infortúnio de ter contato com o filme.

Voltando à análise da última obra de Roland Emmerich, podemos dizer que ela segue toda a cartilha do filme-catástrofe. Tem o personagem que se sacrifica para outro sobreviver. Tem o pai tentando recuperar o amor dos filhos. Tem o louco em quem ninguém acredita, mas que fala a verdade. E, claro, há as crianças e os cachorros imortais (fico contente, pois eles sempre me lembram que só se pode morrer depois dos 18 anos).   Mas o maior atrativo do filme, que eram as cenas de destruição,  nem empolgam tanto. Afinal, já foram todas mostradas no trailer. E acredite, não tem nada de novo aqui, só os dramas insuportáveis.

Então, olhando pelo lado bom de toda a situação, percebe-se que é algo construtivo o ruim existir, pois, graças a referenciais como “2012”, é que percebemos o quanto as obras de Paul Thomas Anderson, Spike Jonze ou Michel Gondry são boas. “2012” é uma experiência cinematográfica tão ruim, que espero tê-la novamente daqui a uns 3 anos, pra que eu possa recuperar alguns dos milhares de meus neurônios que foram assassinados ao longo de 3 horas de dor.

15
nov
08

O Legado de Michael Bay

Um tranformer matando meus neurônios.

Um transformer matando meus neurônios.

Podem anotar aí: com Transformers, Michael Bay dá mais um passo pra ser lembrado como o pior diretor do cinema moderno. Por alguns anos, achei que Roland Emmerich conseguiria essa honra, mas, depois do sofrível “Amargeddon” (o qual possui uma estúpida citação no filme) e de um dos maiores crimes da história “Pearl Harbor”, Michael Bay se vira pra gente, aponta o dedo na nossa cara e diz: ainda estou aqui e posso fazer muito pior. Junte aí a produção do melodramático Steven Spielberg e a caixa de pandora foi definitivamente aberta.
O que dizer das atuações? Bem, antes de tudo, devo destacar a única coisa boa do filme: John Turturro, seu personagem foi o único que marcou e devia ter merecido mais destaque. Agora pra John Voight, uma palavra com a qual ele deve estar se acostumando: vergonhoso.
Aqui abro um parênteses pra expressar meu repúdio ao ator Anthony Anderson. Todo e qualquer filme em que ele aparece, ele faz sempre o mesmo personagem, o mesmo escandaloso, babaca e totalmente sem graça personagem. E o pior é que não sabia que ele estava no filme… essa foi a cereja no meu sundae…
Foram mais de duas horas de ufanismo norte-americano, melodramas pessoais de pessoas pra quem você dá a mínima e um discurso batido de que os humanos possuem bondade dentro deles (cortesia do Spielberg?). E nem a ação que eu esperava que fosse salvar convenceu. Com aquela câmera epiléptica e o mais de trinta cortes por segundo, ainda agora me perguntou o que aconteceu no filme.
Acho que realmente seria um bom toque se o Leslie Nielsen tivesse aparecido como o presidente.