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05
fev
10

Heroes S04E18 – The Wall

Eu realmente não mais o que pensar de “Heroes”. Estamos no penúltimo episódio da temporada e eles gastam mais da metade do episódio para contar (mais) do passado de Noah Bennet. Agora sabemos que ele tinha um esposa grávida indiana prima do Mohinder, que foi morta por um especial e, com todo o clichê possível, transformou o Noah nessa pessoa que é hoje. Claro que a filhinha Claire acompanhou tudo de perto e ficou chocada com as atitudes do papai, mas ficou do lado dele e todo o esforço do Samuel pra criar a discórdia não serviu de nada. Assim, o líder do circo fica frustrado  e soterra os dois dentro de um trailer a 15 metros da superfície. Depois de tudo isso, tenho grandes suspeitas de que Noah vai morrer neste último episódio. O caminho traçado leva a crer que esse será o choque de fim de temporada, mas expectativas são criadas para serem frustradas.

Fora isso, vimos Peter e Sylar virarem “best friends forever”. Pelo menos, dessa vez, a coisa foi um pouco (bem pouco) mais plausível, já que Peter e Sylar passaram vários anos presos dentro da cabeça deste último (no mundo real foram apenas algumas horas). Então, depois de sobreviver a sua ducentésima crise existencial, Sylar virou amigo de Peter, que o perdoou. Os dois escaparam da prisão, para salvar a Emma, vulgo surda, mas o homem múltiplo vai tentar impedi-los. Sério… o homem múltiplo vai deter o Peter e o Sylar? Mas em “Heroes”, tudo é possível.

Então, esperemos o último episódio da temporada, que poder o último da série. Semana que vem, “Heroes” pode trazer surpresas para nós.

14
dez
09

Fringe S02E09 – Snakehead

Neste nono episódio da segunda temporada de “Fringe”, tivemos um caso com começo, meio e fim. Não acho que isso seja ruim, afinal, com uma temporada de 22 episódios, fica difícil seguir sempre a trama principal. Mas, apesar de ter sido um episódio bom, torço para que voltemos a ouvir falar do universo paralelo.

Aqui, parasitas estranhos foram a causa da morte de vários imigrantes ilegais chineses que estavam dentro de um cargueiro. Após isso descobre-se que os pobres chineses eram usados como incubadoras de parasitas gigantes com propriedades médicas. Isso mesmo, era tudo um grande tráfico de drogas, mas com propriedades bizarríssimas que só “Fringe” consegue criar.  Comuma trama intrigante, este foi um episódio bom e me divertiu bastante durante seus mais de quarenta minutos. E sempre aproveitopara destacar o elenco principal, entre eles o fantástico John Noble, que encarna Walter Bishop.

Falando em Walter, ele teve um destaque merecido aqui, tanto na sua relação com o filho, quanto com a Astrid. Tadinha da Agente Farnsworth, ela é sempre solícita com todos, mesmo quando fazem os pedidos mais absurdos e, no fim, ela sempre acaba levando patada do Walter. Aqui, além de levar patadas, levou porrada mesmo, mas da máfia chinesa e por conta das infatilidades do Dr. Bishop. E a cena do reencontro dos dois com o Walter arrependido foi bem bonitinha.

Como disse antes, “Fringe” precisa logo retomar sua trama principal. Todos nós estamos ávidos para saber o que o líder dos transmorfos está tramando agora que ele tem a sua cabeça de volta. Pode parecer meio absurdo pra quem vê de fora, mas “Fringe” é assim. Absurdamente incrível.

19
nov
09

Atividade Paranormal – Paranormal Activity (2009)

Muito “oba-oba” cercava esse novo filme de terror. A campanha de marketing, o boca-a-boca em que o filme era comparado a “Bruxa de Blair” e os trailers intrigantes causaram grande expectativa, tanto que o filme se tornou o mais lucrativo da história, ao arrecadar mais US$100 milhões quando só custou US$ 13 mil para ser realizado. Nesse fim de semana pude conferir essa nova sensação do terror independente e posso dizer que é só “oba-oba”, pois o filme não é nenhum pouco assustador. Na verdade, não é sequer bom.

Fazendo um paralelo com o sucesso independente de 1999,  percebemos que este filme e aquele dos jovens perseguidos pela bruxa na floresta têm muitas similaridades. Ambos foram lançados como se tratassem de filmagens reais, quase sempre em primeira pessoa, também há a aposta no terror psicológico, onde nunca se vê aquilo que os persegue, somente se escuta e sente. Entretanto há uma diferença crucial entre os dois filmes e é aí onde reside o maior problema de “Atividade Paranormal”.

Na “Bruxa de Blair”, a atmosfera de tensão era constante e foi crescendo até atingir um nível insuportável no final do longa. É um filme que não só assusta, mas que pertuba. Já nesse novo exemplar do gênero, nada soa muito plausível. O ritmo da história não é bom e os momentos de tensão são tão poucos e rápidos que fica difícil manter a tensão nos espectadores. Salvam-se poucas cenas, como a da garota arrastada pela perna, ou a das pegadas bizarras no chão.

É uma pena que o conceito desse filme não tenha sido tão bem explorado. Se as situações tivessem sido mais bem desenvolvidas e o casal de protagonistas não fosse tão forçado, poderíamos ter um terror psicológico de primeira. Entretanto, sem esses fatores a favor, ficamos somente com um filme bem chatinho.

05
nov
09

Flash Forward S01E03 – 137 Sekunden

É impressionante como “Flash Forward” me empolga cada vez menos. O que começou com um piloto muito bom acabou se tornando numa enrolação e repetição sem fim.

Nesse episódio, basicamente, nada aconteceu. Toda aquela história do nazista, e a agente revoltada com as decisões moralmente condenáveis que estavam sendo tomadas, fora o draminha do agente que sabe que vai morrer, é tudo muito artificial aqui. Foi algo tão brochante que até a cena que criaram pra chocar com aquela torre e os corvos morrendo nem teve o efeito esperado. Na verdade, me deixou mais irritado ainda.

“Flash Forward” é um exemplo de uma ótima premissa mal realizada. E não acho que nos próximos 20 episódios o seriado vá conseguir mudar minha opinião. O que é uma pena.

08
out
09

Heroes S04E04 – Acceptance

Encher lingüiça 1. Dizer ou escrever coisas que não vêm ou mal vêm a propósito da matéria tratada. 2. Ocupar tempo com outra coisa que não a combinada ou esperada.

Nada mais apropriado do que iniciar a crítica do 4º episódio dessa nova temporada de “Heroes” com a definição dada pelo Aurélio para o termo acima. Afinal, “encher lingüiça” foi o que foi feito durante 90% do episódio e isso é frustrante. Chegou a tal ponto em que, algumas horas depois, eu tinha esquecido que tinha assistido o episódio. E com isso, parece que o seriado não vai conseguir sair da sua cova já cavada.

Não vou falar da “importantíssima” missão do Hiro de salvar um incompetente do suicídio, ou do papinho super profundo da Claire e do seu pai sobre o que ele pode fazer com a vida dele, ou da Tracy decidindo deixar de ser prostituta. Afinal, o que essas tramas trouxeram pra história? Nada! Já disse aqui no blog, em críticas de outros seriados, que é necessário haver uma trama maior que ligue os episódios e mantenha nosso interesse. E essas traminhas infantis e desconexas não ajudam. O que importa o fato da Tracy se tornar pudica dentro do mistério que envolve o pessoal do circo? Isso dá saudades do homem-bomba da primeira temporada.

"Vamos juntos fazer uma história interessante para esse episódio, tia do tapa-olho em Pushing Daisies?" "Vamos, Nathan/Sylar!"Enquanto isso, o que se salvou foi a história do Nathan. À princípio, parecia que era algo sem propósito como as outras situações do episódio, mas no final, vemos que aquilo serviu como um estopim para a volta de Sylar. Não acredito que ele tenha voltado pra valer, acho que foi só uma reação do corpo dele que voltou à forma original. Mas a cena do Nathan saindo da terra com o rosto do Sylar nos trouxe esperanças de que bons momentos virão.

Então, continuamos nossa jornada. Semana que vem tem o alardeado beijo lésbico da Claire. Com isso, nosso movimento “Claire-vira-logo-sapatão” finalmente vai ficar satisfeito.

01
out
09

Heroes S04E03 – Ink

Nem sei o que dizer sobre esse novo episódio de “Heroes”. Foi algo tão sem conteúdo e maçante que posso parecer repetitivo, mas vou tentar destacar algumas coisas que possam despertar o interesse do caro leitor que quer saber como anda essa temporada. Vamos lá, mais uma crítica quentinha de “Heroes” (pode parecer reciclada, mas juro que é nova).

"Vou matar todo mundo e a série vai ser chamar As Aventuras de Sylar"Como já tinha dito semana passada, a história da Claire é extremamente desinteressante (movimento “Claire-vire-logo-sapatão!” ganha força). O Peter Petrelli é tão chato que eu nem lembrava que ele tinha aparecido no episódio. E, mais uma vez, o Sylar torna esses 43 minutos menos sofríveis. Bem que ele podia recuperar logo o corpo dele e matar todo o elenco, o que culminaria numa renovação da história. Imagina ele abrindo a cabeça do Hiro? Vai descobrir que nunca teve nada lá!

Falando em Hiro, ele não apareceu dessa vez, o que é bom. Mas nem a Tracy, nem o Ray Park que foram os destaques da semana passada, o que é ruim. Mas ainda estamos no lucro, pois Mohinder não deu as caras.

Então, o que nos resta é acompanhar essa história do cara do circo que quer recrutar pessoas com poderes que apareceram como tatuagens nas costas da mulher que vive com ele. Parece absurdo? Não, é “Heroes”!

28
set
09

A Prisão de Roman Polanski

Depois de passar um fim de semana meio isolado do mundo do entretenimento em virtude de uma viagem, me deparo com uma notícia que me deixou chocado nessa manhã de segunda-feira: Roman Polanski foi preso no último sábado na cidade de Zurique.

O vencedor do Oscar por “O Pianista” tinha ido à Suíça receber um prêmio de homenagem em um festival de cinema. Entretanto, as autoridades do país souberam antecipadamente de sua chegada e, com isso, armaram uma emboscada para o diretor no seu desembarque no aeroporto.

Prisão em 78.

Prisão em 78.

A perseguição a Roman Polanski começou em 1977, quando ele foi acusado de estuprar uma garota de 13 anos em uma festa do seu amigo Jack Nicholson, com quem tinha trabalhado 3 anos antes no filme “Chinatown”. Polanski foi indiciado em 78, confessou que teve relações com a garota e chegou a passar alguns dias na cadeia, mas saiu após pagar fiança. Em liberdade, fugiu para a Europa e se refugiou na França, onde estava até então.

Como a França não possui acordo de extradição com o governo norte-americano, o diretor ficou seguro por essas três décadas. Mas na Suíça, o cenário é diferente, já que tal acordo existe e Polanski corre o risco de ser extraditado para os Estados Unidos, onde teria que responder pelas acusações e correria o risco de ser condenado a prisão perpétua.

O Bebê de Rosemary.

O Bebê de Rosemary.

Deixando um pouco de lado todo esse jogo político, onde os Estados Unidos mais uma vez tentam mostrar que têm poder para fazer o que quiserem, podemos aproveitar a oportunidade para apreciar os grandes trabalhos que Roman Polanski trouxe às telas de cinema. Afinal, ele que dirigiu um dos clássicos do terror psicológico: “O Bebê de Rosemary”. Neste filme, Rosemary, interpretada muito bem por uma jovem Mia Farrow, vê sua gravidez cercada de eventos estranhos, após se mudar para um apartamento cheio de vizinhos suspeitos, a partir daí, a paranóia começa a tomar conta da sua vida. Se você realmente quer sentir medo em um filme de terror, essa produção de 1968 é obrigatória.

Fora essa obra-prima do terror, Polanski dirigiu um clássico dos filmes noir: “Chinatown”, com Jack Nicholson e Faye Dunaway, atriz com quem o diretor brigava constantemente no set de filmagens (ele chegou até a arrancar alguns tufos de cabelos de Faye). E, claro, talvez o filme mais famoso dele nos dias de hoje: “O Pianista”, filme que lhe rendeu o Oscar e que lançou Adrien Brody ao estrelato.

Polanski e Deneuve em "Repulsa ao Sexo"

Polanski e Deneuve em "Repulsa ao Sexo"

Por fim, gostaria de deixar como dica o filme do diretor polonês que considero o seu melhor de todos: “Repulsa ao Sexo” (Repulsion) de 1965. Aqui, uma sublime Catherine Deneuve é deixada em casa sozinha, devido a uma viagem de férias da irmã, e aos poucos sua repressão sexual vai levando-a lentamente à loucura. Os devaneios de Carole, o personagem de Deneuve, são marcantes e perturbadores. “Repulsa ao Sexo” é devastador e inesquecível, meu Polanski favorito.

Então, acompanharei de perto a prisão do diretor e sua possível extradição. Vamos torcer para que os apelos dos principais representantes da comunidade cinematográfica surtam efeito e essa necessidade incontrolável dos EUA de mostrarem seu poder e ostentarem seu orgulho chegue a um fim. Roman Polanski deve ser libertado.