Archive for the 'Uncategorized' Category

22
jan
10

Loteria Cinematográfica – 22 de Janeiro

Sexta-feira, dia 22 de janeiro, teremos mais quatro novas opções nos cinemas. Há uma mescla de gêneros que pode agradar a todos, mas somente um pode sair vitorioso desta eleição. Qual será a obra digna de nosso tempo e dinheiro neste fim de semana? A Loteria Cinematográfica dará essa valiosa resposta após a introdução de nossos concorrentes.

Amor sem Escalas (Up in the Air)

Sinopse: “Ryan Bingham é um consultor com a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Ele passa dias viajando de cidade para cidade e acaba vivendo sua vida em hotéis, aeroportos e aviões, sem tempo para relações mais significativas com as pessoas que passam por sua vida. Seu sonho é coletar um milhão de milhas como passageiro, mas, quando está prestes a conquistar tal meta, duas pessoas mudam a sua rotina. A primeira é Alex, que é basicamente uma versão sua feminina e a outra é Natalie, uma novata em sua firma que pretende acabar com as suas viagens ao adotar o uso da teleconferência.”

Análise: Para os que ainda não sabem, este é um dos filmes queridinhos do Oscar para este ano. A película, que possui um trailer muito bom que pode ser conferido aqui, é uma das mais elogiadas do ano e tem um George Clooney inspirado. Com certeza é uma das estréias mais esperadas dessa temporada de premiações e tem grandes chances de ser a escolha deste blog para o fim de semana que começa.

Astroboy (Astroboy)

Sinopse: “Um cientista constrói um robô para substituir seu filho que morreu. Quando se torna claro que ele não pode ocupar o lugar de um humano, o robô é solto no mundo.”

Análise: O famosíssimo anime das décadas de 50 e 60 tem sua adaptação para longa-metragem feita por um estúdio norte-americano. Aqui, a animação tradicional é trocada pelo traço computadorizado e as vozes são todas de astros do ocidente. A produção do filme foi acompanhada por muitos problemas, principalmente por falta de financiamento, e o fato da produção ter sido um fracasso lá fora não colaborou. Entretanto, deve ser um bom programa para os nostálgicos.

O Fada do Dente  (The Tooth Fairy)

Sinopse: “O jogador de hockey Derek Thompson é chamado de Tooth Fairy (Fada do Dente) em função de sua habilidade de quebrar os dentes dos adversários. Quando o protagonista desencoraja uma jovem promessa, Derek é obrigado a trabalhar como uma verdadeira fada do dente durante uma semana, com direito a asas, varinha mágica e a saia. Durante a experiência, ele descobre os seus sonhos perdidos.”

Análise: Mais uma vez aquela história do fortão que é colocado com um monte de crianças para mostrar que ele não é tão durão assim. Filme feito especialmente para quem acha engraçado ver homens musculosos de saia. E, assim como o filme “Uma Mãe em Apuros” da semana passada, temos mais crianças subjulgando adultos. Mais sinais de anarquia como forma de entretenimento. Mais um filme com a existência ignorada.

Chéri  (Chéri)

Sinopse: “Situado em Paris antes da Primeira Guerra Mundial, o filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. Léa educa o imaturo e mimado garoto nas artes do amor, mas depois de seis anos Madame Peloux planeja secretamente um casamento entre Chéri e Edmée, filha de outra rica cortesã, Marie Laure. Enquanto o inevitável momento de separação se aproxima, Léa e Chéri tentam se acostumar com a idéia, mas a vida de prazer e alegria dos dois é mais profunda do que eles imaginavam.”

Análise: Desse filme não sei quase nada, apenas a sinopse que li agora e o fato dele ser o primeiro filme protagonizado pela Michelle Pfeiffer em um bom tempo. Para os curiosos e fãs da atriz pode ser uma boa. Já eu passo.

Concluindo: Acho que essa foi uma das semanas com a decisão mais fácil até agora. Cercado de tantas expectativas, “Up in the Air” é obrigatório e eu acho que não vá decepcionar. Fica a dica para todos.

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10
nov
09

Heroes S04E07 – Strange Attractors

E “Heroes” continua no seu caminho rumo à redenção. Estamos no sétimo episódio e a série tem demonstrado um ritmo bom e histórias concisas. Infelizmente acho que tenha sido tarde demais, mas ao menos teremos uma última temporada interessante.

"Oh-my-god!"Até a parte “Jogos Mortais” que envolvia o trote na universidade da Claire teve sua utilidade. A espiã de Samuel foi desmacarada e a relação da líder de torcida com a Gretchen se tornou mais significativa. Entretanto, acho que não vai sair sabão daí. Tivemos ainda a historinha do Noah e o pretexto pra Tracy voltar a aparecer. Tudo bem que a morte do garoto que podia matar e curar as pessoas foi bem surpreendente (é uma pena que vá ser facilmente esquecida), assim como a fúria do Samuel ao destruir a delegacia, mas ainda acho que esse casal está meio sem propósito nesta temporada.

E o ponto alto foi… Sylar. A luta da consciência dele com Matt Parkman atingiu um novo patamar e agora nosso vilão favorito conseguiu tomar o controle do corpo do policial telepata. Sylar mostra que está cada vez mais perto de recuperar seu corpo e a jogada da embriaguez com a qual ele enganou o Matt foi genial.

Semana que vem temos Hiro de volta à primeira temporada. Tenho medo do que isso pode dar, além de achar que vai ser pura encheção de linguiça…

05
nov
09

Flash Forward S01E03 – 137 Sekunden

É impressionante como “Flash Forward” me empolga cada vez menos. O que começou com um piloto muito bom acabou se tornando numa enrolação e repetição sem fim.

Nesse episódio, basicamente, nada aconteceu. Toda aquela história do nazista, e a agente revoltada com as decisões moralmente condenáveis que estavam sendo tomadas, fora o draminha do agente que sabe que vai morrer, é tudo muito artificial aqui. Foi algo tão brochante que até a cena que criaram pra chocar com aquela torre e os corvos morrendo nem teve o efeito esperado. Na verdade, me deixou mais irritado ainda.

“Flash Forward” é um exemplo de uma ótima premissa mal realizada. E não acho que nos próximos 20 episódios o seriado vá conseguir mudar minha opinião. O que é uma pena.

17
set
09

Rapidinhas – 1ª Edição

 

Comentários práticos e tendenciosos sobre filmes, eventos, músicas e entretenimento em geral.

 

Dramédia em família.

Dramédia em família.

Praça Saens Peña (2008)

Esse filme do diretor Vinícius Reis foi exibido no Festival do Rio do ano passado e, apesar de ainda não ter tido uma distribuição nacional, tive a oportunidade de vê-lo na semana passada.

Bem prejudicado por um ritmo irregular, o filme ainda sofre de um problema de identidade, já que não sabe se quer ser um drama ficcional ou algo mais documental (problema também enfrentado pelo protagonista ao escrever seu livro). Alguns planos escolhidos pelo diretor, onde a câmera aponta de baixo para cima são meio estranhos e deslocados. Outro problema é a falta de trilha sonora, e a opção por usar constantemente o som de carros e ônibus nas cenas começa a incomodar com algum tempo de filme.

Com um elenco fazendo apenas um trabalho correto, “Praça Saens Peña” só deve ser visto pelos moradores da Tijuca, já que ao menos eles vão se divertir ao identificar as locações do filme.

 

"Yankees go home... with me"

"Yankees go home... with me"

Hedwig and the Angry Inch (2001)

Baseado num musical do mesmo nome, o primeiro filme do ator, e desde então diretor e roteirista, John Cameron Mitchell, conta a história de uma transexual da Alemanha Oriental que agora segue carreira como líder de uma banda nos Estados Unidos.

Para quem gosta de musicais, essa é uma ótima pedida. As músicas são sensacionais e contagiantes, assim como a história em si que é bem dinâmica. Destaque para a sequência do “Sugar Daddy” e de “Origin of Love”, que contém uma animação ilustrando uma história contada pelos filósofos da antiguidade.

Contando ainda com uma boa maquiagem, Hedwig é uma boa pedida para uma diversão descompromissada em frente à TV.

 

Air – Do the Joy

Para alegria de seus fãs (eu incluso nesse grupo), a nossa querida dupla francesa de música eletrônica, Air, está de volta.

Desde o início de 2007, quando saiu o não tão bom “Pocket Symphony”, os franceses não lançam um álbum, e esse jejum acaba no dia 6 de Outubro com “Love 2”, o sexto CD deles.

A primeira faixa do álbum, que se chama “Do the Joy”, foi disponibilizada para downloads no início de Julho. Após ouvi-la alguns milhares de vezes, constatei que, pelo menos nesse pequeno exemplar, o Air que mais gosto está de volta. Com uma sonoridade que me lembrou algumas músicas do “Moon Safari”, a música me agradou bastante e fica a expectativa de que eles consigam algo no nível do espetacular “Talkie Walkie”.

Capa do Single

Capa do Single

06
set
07

O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

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Tim Burton é um dos meus diretores favoritos de todos os tempos. Pode não ser o melhor, mas é o que mais gosto e, pra falar a verdade, é o que importa pra cada um. Com exceção do desastre que foi a refilmagem de ‘Planeta dos Macacos’ (salvando-se o grande vilão encarnado por Tim Roth), tenho veneração por todos os filmes dele. Desde ‘Edward Mãos de Tesoura’, passando pelos 2 primeiros Batmans, ‘O Estranho Mundo de Jack’, ‘Marte Ataca’ e a sua obra-prima ‘Ed Wood’, dentre outros. E agora, qual é a minha surpresa quando descubro que ele está envolvido em um projeto para o fim desse ano chamado ‘Sweeney Todd’, mais uma vez com seu maior colaborador, Johnny Depp. Com uma sinopse intrigante pra dizer o mínimo, que depois descobri tratar-se de uma adaptação de uma peça de teatro, para que ele vai me fascinar mais uma vez:

‘A trama acompanha um barbeiro assassino que, após cometer seus crimes, entrega os cadáveres para sua parceira, uma padeira que se livra das ‘provas’ criando deliciosas tortas de carne’.

Também destaco o cartaz do filme, que mostra que as marcas registradas do Tim Burton estão em cada lugar: sua direção de arte com cenários e tons sombrios, figurino e caracterização impecáveis e nesse caso, uma bela descoloração da imagem, mas dando destaque ao vermelho.

‘Sweeney Todd’ é um filme no qual serei o primeiro da fila.

05
set
07

Bombas Sujas

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Lexi e Brad acabaram de se mudar para Los Angeles. E, num dia como outro qualquer, ela se levanta e vai trabalhar. Ele está desempregado e fica em casa, tomando café, terminando suas atividades rotineiras, quando, então, as bombas explodem. A primeira reação de Brad é tentar encontrar Lexi. Ela não atende o celular. Ele, então, sai a procura dela, mas só encontra barricadas e policiais isolando as áreas atingidas. Eram ‘bombas sujas’. Bombas que provocam uma chuva de cinzas na cidade, cinzas tóxicas e provavelmente mortais. Brad, seguindo os conselhos das autoridades, volta pra casa e veda completamente portas e janelas para se isolar do ar exterior e evitar a contaminação. A espera é insuportável. Até que, completamente coberta pelas cinzas, Lexi reaparece.

Esse é o enredo de ‘Right at Your Door’, filme independente que foi exibido no Festival de Sundance do ano passado, mas que só agora saiu no circuito norte-americano (e para nós, só disponível através de download). Tomando como base o medo e a paranóia que o terrorismo passou a despertar após os eventos de 11 de Setembro, e dando um bom destaque a ineficiência das autoridades norte-americanos em lidar com esse tipo de situação, o filme centra sua ação nestes dois personagens, que se apoiam no instinto mais básico do ser humano: a sobrevivência. Lexi procura abrigo, mas Brad não quer ser contaminado.Obviamente o orçamento do filme não é grande, mas a tranformação do bairro de Los Angeles em um cenário apocalíptico coberto pelas cinzas tóxicas, assim como as explosões logo no início do filme, são bem convincentes. Acho que meu maior problema foi com alguns enquadramentos e jogos de câmera do diretor, pouco inspirados, e algumas vezes até feios. Os primeiros quarenta minutos do filme são bastante tensos. A busca por Lexi, o desorientamento inicial, a falta de informações, a chegada inesperada. Depois disso, o ritmo cai um pouco, mas sem que nosso interesse na história se perca. E o final, então, chega e mostra como essa decisão de viver em medo e isolamento deve ser questionada.

‘Right at Your Door’ é um filme bem recomendável.

30
ago
07

Rapidinhas

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Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera.

Primeiro filme de Kim Ki-Duk a ter uma grande distribuição internacional, esta obra utiliza as estações do ano como a metáfora do crescimento e amadurecimento de um jovem aprendiz do budismo que vive isolado com seu mestre em um templo flutuante no meio de um lago. É uma jornada realmente recompensadora, e que em momento algum se torna cansativa. Destaque para a bela e simples lição aprendida em ‘Primavera’ e para o visual impressionantemente bonito de ‘Inverno’.

A Ponte

Documentário, atualmente nos cinemas, sobre os suicídios na ponte Golden Gate em São Francisco, lugar mais escolhido no mundo inteiro para a prática desse ato. O diretor fez registros da ponte durante um ano e conseguiu capturar 10 suícidios e, a partir deles, entrou em contato com os parentes e amigos destas pessoas, tentando descobrir o que os levou a esse fim. Percebe-se que, na grande maioria dos casos, o ato não foi impensado, foi algo ponderado e planejado por muitos anos, e nem sempre lamentado, já que para alguns essa era a única opção de paz. Destaque para o último suicídio, que é marcante.

Sem Reservas

Entrei nesse filme totalmente obrigado e arrastado. Quem em sã consciência veria uma comédia româtica com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart? Mas acabei vendo que o filme era sobre muito mais que isso. Com uma boa carga dramática e personagens envolventes, o filme consegue te cativar, apesar de não evitar alguns clichês do gênero. Além disso, consegue reatratar bem a rotina de chef, quem conhece, vai se identificar com muito, e ao menos esboçar um sorriso com a aparição das raríssimas trufas negras. Destaque para Abigail Breslin (a pequena Miss Sunshine), que aqui reafirma seu talento e participa dos melhores momentos do filme.