Archive for the 'desperdício de celulóide' Category

23
nov
09

2012 (2009)

Fazia tempo que não sentia uma sensação tão grande de nojo ao assistir um filme como senti ao assistir “2012”. Na verdade, faz exatamente 2 anos e meio, pois ainda lembro do dia fatídico em que assisti a uma das maiores afrontas à inteligência da humanidade, também chamada de “Transformers”.

Roland Emmerich, “diretor” de “2012”, e Michael Bay, “diretor” de “Transformers”, criaram um certo tipo de competição pessoal. Desde meados da década de 90, os dois trazem uma pérola do mau gosto atrás da outra, sempre tentando se superar. Veja bem, não é difícil perceber essa disputa mórbida dos dois pelo título de pior cineasta do cinema moderno.

Tudo começou quando Bay lançou “Bad Boys”, uma película modesta, afinal ele ainda estava se aperfeiçoando em fazer filmes ruins. Entretanto, o gráfico abaixo mostra o quanto ele subiu na “Escala de Ruindade”, mostrando o quanto a sua evolução o levou de encontro ao seu nicho como um diretor medíocre.

A crescente de Michael Bay

Já o caso de Roland Emmerich pode até emocionar, devido à grande superação pela qual ele passou. Ele começou no topo, afinal, foi de suas mãos que nasceu a atrocidade chamada “Independence Day”, filme de ficção científica ufanista e estúpido, em que os aliens invasores são destruídos com um vírus de computador do Windows 95. Apesar de começar tão mal, Emmerich foi ficando menos pior com o passar dos anos e até atingiu algo que beirou o aceitável com “O Dia Depois de Amanhã”. Mas, com esse “2012”, ele voltou com tudo e mostrou pro Michael Bay que esta disputa está mais concorrida do que nunca.

Lembrando que a “Escala de Ruindade” não leva em consideração apenas o nível de qualidade duvidoso do filme, como também o impacto que ele promoveu na sociedade, ou seja, a quantidade de pessoas que tiveram o infortúnio de ter contato com o filme.

Voltando à análise da última obra de Roland Emmerich, podemos dizer que ela segue toda a cartilha do filme-catástrofe. Tem o personagem que se sacrifica para outro sobreviver. Tem o pai tentando recuperar o amor dos filhos. Tem o louco em quem ninguém acredita, mas que fala a verdade. E, claro, há as crianças e os cachorros imortais (fico contente, pois eles sempre me lembram que só se pode morrer depois dos 18 anos).   Mas o maior atrativo do filme, que eram as cenas de destruição,  nem empolgam tanto. Afinal, já foram todas mostradas no trailer. E acredite, não tem nada de novo aqui, só os dramas insuportáveis.

Então, olhando pelo lado bom de toda a situação, percebe-se que é algo construtivo o ruim existir, pois, graças a referenciais como “2012”, é que percebemos o quanto as obras de Paul Thomas Anderson, Spike Jonze ou Michel Gondry são boas. “2012” é uma experiência cinematográfica tão ruim, que espero tê-la novamente daqui a uns 3 anos, pra que eu possa recuperar alguns dos milhares de meus neurônios que foram assassinados ao longo de 3 horas de dor.

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19
nov
09

Atividade Paranormal – Paranormal Activity (2009)

Muito “oba-oba” cercava esse novo filme de terror. A campanha de marketing, o boca-a-boca em que o filme era comparado a “Bruxa de Blair” e os trailers intrigantes causaram grande expectativa, tanto que o filme se tornou o mais lucrativo da história, ao arrecadar mais US$100 milhões quando só custou US$ 13 mil para ser realizado. Nesse fim de semana pude conferir essa nova sensação do terror independente e posso dizer que é só “oba-oba”, pois o filme não é nenhum pouco assustador. Na verdade, não é sequer bom.

Fazendo um paralelo com o sucesso independente de 1999,  percebemos que este filme e aquele dos jovens perseguidos pela bruxa na floresta têm muitas similaridades. Ambos foram lançados como se tratassem de filmagens reais, quase sempre em primeira pessoa, também há a aposta no terror psicológico, onde nunca se vê aquilo que os persegue, somente se escuta e sente. Entretanto há uma diferença crucial entre os dois filmes e é aí onde reside o maior problema de “Atividade Paranormal”.

Na “Bruxa de Blair”, a atmosfera de tensão era constante e foi crescendo até atingir um nível insuportável no final do longa. É um filme que não só assusta, mas que pertuba. Já nesse novo exemplar do gênero, nada soa muito plausível. O ritmo da história não é bom e os momentos de tensão são tão poucos e rápidos que fica difícil manter a tensão nos espectadores. Salvam-se poucas cenas, como a da garota arrastada pela perna, ou a das pegadas bizarras no chão.

É uma pena que o conceito desse filme não tenha sido tão bem explorado. Se as situações tivessem sido mais bem desenvolvidas e o casal de protagonistas não fosse tão forçado, poderíamos ter um terror psicológico de primeira. Entretanto, sem esses fatores a favor, ficamos somente com um filme bem chatinho.

09
nov
09

Flash Forward S01E04 – Black Swan e S01E05 – Gimme Some Truth

Desta vez, vou ter que juntar dois episódios de “Flash Forward” num único post. Já que me poupa o trabalho de ter que escrever duas vezes o quanto essa série é mal concebida.

Com mais dois episódios para essa temporada de estréia, muito pouco da trama se desenvolveu. Concluí que esse é daqueles seriados que só acrescentam algo à trama principal nos últimos minutos, enquanto todo resto é preenchido de traminhas que nada trazem de novo.

A causa do apagão foi a chatice desse seriado. Todos dormiram.Em “Black Swan”, tivemos muito blá-blá-blá e uma metafóra com um cisne negro que foi dita como se fosse a coisa mais inteligente já escrita em um roteiro. Mas o que importou mesmo foi a primeira aparição do personagem que parece estar por trás de tudo que ocorreu, e lógico que isso só aconteceu na última cena e não foi retomada no episódio seguinte.

Episódio esse que se chamou “Gimme Some Truth”, ou também conhecido como “me mata de vergonha”. Nunca fiquei tão constrangido como quando fiquei ao ver uma cena de ação em câmera lenta ao som de “Like a Rolling Stone”. Que timing foi esse??? A música estava totalmente fora de contexto e tirou toda a seriedade dos acontecimentos. E o que foi aquele cara que tentou matar a agente que eu não sei o nome? (confesso que na verdade, não sei o nome de ninguém) Ele atira nela e quando ela pega a arma pra revidar, ele dá as costas e sai correndo!!!! Será que ele só tinha uma bala? É… a crise econômica está atigindo a todos.

“Flash Forward” tomou o lugar de “Heroes” e se tornou meu novo saco de pancadas. E, infelizmente, não vejo luz no fim do túnel para esse caso.

05
nov
09

Flash Forward S01E03 – 137 Sekunden

É impressionante como “Flash Forward” me empolga cada vez menos. O que começou com um piloto muito bom acabou se tornando numa enrolação e repetição sem fim.

Nesse episódio, basicamente, nada aconteceu. Toda aquela história do nazista, e a agente revoltada com as decisões moralmente condenáveis que estavam sendo tomadas, fora o draminha do agente que sabe que vai morrer, é tudo muito artificial aqui. Foi algo tão brochante que até a cena que criaram pra chocar com aquela torre e os corvos morrendo nem teve o efeito esperado. Na verdade, me deixou mais irritado ainda.

“Flash Forward” é um exemplo de uma ótima premissa mal realizada. E não acho que nos próximos 20 episódios o seriado vá conseguir mudar minha opinião. O que é uma pena.

01
out
09

Heroes S04E03 – Ink

Nem sei o que dizer sobre esse novo episódio de “Heroes”. Foi algo tão sem conteúdo e maçante que posso parecer repetitivo, mas vou tentar destacar algumas coisas que possam despertar o interesse do caro leitor que quer saber como anda essa temporada. Vamos lá, mais uma crítica quentinha de “Heroes” (pode parecer reciclada, mas juro que é nova).

"Vou matar todo mundo e a série vai ser chamar As Aventuras de Sylar"Como já tinha dito semana passada, a história da Claire é extremamente desinteressante (movimento “Claire-vire-logo-sapatão!” ganha força). O Peter Petrelli é tão chato que eu nem lembrava que ele tinha aparecido no episódio. E, mais uma vez, o Sylar torna esses 43 minutos menos sofríveis. Bem que ele podia recuperar logo o corpo dele e matar todo o elenco, o que culminaria numa renovação da história. Imagina ele abrindo a cabeça do Hiro? Vai descobrir que nunca teve nada lá!

Falando em Hiro, ele não apareceu dessa vez, o que é bom. Mas nem a Tracy, nem o Ray Park que foram os destaques da semana passada, o que é ruim. Mas ainda estamos no lucro, pois Mohinder não deu as caras.

Então, o que nos resta é acompanhar essa história do cara do circo que quer recrutar pessoas com poderes que apareceram como tatuagens nas costas da mulher que vive com ele. Parece absurdo? Não, é “Heroes”!

15
nov
08

O Legado de Michael Bay

Um tranformer matando meus neurônios.

Um transformer matando meus neurônios.

Podem anotar aí: com Transformers, Michael Bay dá mais um passo pra ser lembrado como o pior diretor do cinema moderno. Por alguns anos, achei que Roland Emmerich conseguiria essa honra, mas, depois do sofrível “Amargeddon” (o qual possui uma estúpida citação no filme) e de um dos maiores crimes da história “Pearl Harbor”, Michael Bay se vira pra gente, aponta o dedo na nossa cara e diz: ainda estou aqui e posso fazer muito pior. Junte aí a produção do melodramático Steven Spielberg e a caixa de pandora foi definitivamente aberta.
O que dizer das atuações? Bem, antes de tudo, devo destacar a única coisa boa do filme: John Turturro, seu personagem foi o único que marcou e devia ter merecido mais destaque. Agora pra John Voight, uma palavra com a qual ele deve estar se acostumando: vergonhoso.
Aqui abro um parênteses pra expressar meu repúdio ao ator Anthony Anderson. Todo e qualquer filme em que ele aparece, ele faz sempre o mesmo personagem, o mesmo escandaloso, babaca e totalmente sem graça personagem. E o pior é que não sabia que ele estava no filme… essa foi a cereja no meu sundae…
Foram mais de duas horas de ufanismo norte-americano, melodramas pessoais de pessoas pra quem você dá a mínima e um discurso batido de que os humanos possuem bondade dentro deles (cortesia do Spielberg?). E nem a ação que eu esperava que fosse salvar convenceu. Com aquela câmera epiléptica e o mais de trinta cortes por segundo, ainda agora me perguntou o que aconteceu no filme.
Acho que realmente seria um bom toque se o Leslie Nielsen tivesse aparecido como o presidente.