Arquivo para janeiro \30\UTC 2010

30
jan
10

Lunar – Moon (2009)

Meu primeiro contato com este filme foi com o seu cartaz sensacional que se encontra ao lado e que é permeado com um certo tom de nostalgia, que remete às ficções científicas de antigamente, como “Solaris” e “2001”. Assisti a “Lunar” com a expectativa de ver um filme de espaço à moda antiga, sem explosões perseguições ou alienígenas, e qual foi a surpresa em descobrir que também se tratava de um dos melhores filmes de 2009.

O filme conta a história do astronauta Sam Bell, que trabalha numa estação de mineração na lua há três anos. Completamente solitário, sua única companhia ao longo desse tempo foi o robô Gerty. Quando faltam apenas alguns dias para seu retorno à Terra, onde reencontrará sua esposa e filha, ele sofre um acidente na superfície lunar, acidente este que faz com que ele descubra mais do que deveria saber.

“Lunar” é o tipo de filme que é conduzido por um ator só, trabalho aqui feito por Sam Rockwell. Ele tem mostrado ao longo dos anos seu talento, mas nesse filme ele se destaca. Sem um bom ator, “Lunar” não funcionaria, e Sam Rockwell consegue segurar nossa atenção do começo ao fim.  Fora que a história envolve dilemas morais que podem vir a aparecer no futuro, haja visto o avanço incrível que a tecnologia tem dado nos últimos anos. Afinal, o que é moralmente correto no meio de tantas possibilidades ofertadas pela tecnologia?

Provavelmente este seria um filme que entraria na minha lista de melhores do ano. É envolvente, é bem desenvolvido e é imprevisível. “Lunar” é obrigatório para quem gosta de um bom filme sobre idéias e reflexão.

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29
jan
10

Loteria Cinematográfica – 29 de Janeiro

Sexta-feira, dia 29 de janeiro, teremos mais quatro novas opções nos cinemas. Há dois filmes que estão naquela categoria de “feitos para concorrer ao oscar”, há um exemplar de ação com Mel Gibson no maior estilo “Busca Explosiva” (Taken) e há uma comédia de terror. Tem opções para todos, mas esse blog só elegerá uma digna de atenção para este fim de semana, afinal não podemos ir sempre ao cinema. Então, a Loteria Cinematográfica dará essa valiosa resposta após a introdução de nossos concorrentes.

O Fim da Escuridão (The Edge of Darkness)

Sinopse: “Quando sua filha ativista é assassinada, investigador da polícia decide trabalhar no caso e descobre um sistema de corrupção que causou a morte da moça.”

Análise: Esse filme está sendo lançado com o objetivo de se tornar um novo “Busca Explosiva” (Taken), sucesso de crítica e pública estrelado por Liam Neeson no ano passado. Aqui temos um Mel Gibson que volta a estrelar uma produção depois de 7 anos e o diretor de “Cassino Royale”, o melhor filme do espião 007. Devo dizer que essas histórias de vingança me exercem um fascínio mórbido, principalmente quando é acompanhado de muita violência e crueldade, então fico muito tentado a dar a esse filme uma chance.

Nine

Sinopse: “Enquanto tenta fazer um novo filme, diretor de cinema é perseguido por todas as mulheres de sua vida, da amante à sua falecida mãe.”

Análise: Trata-se de um musical, do mesmo diretor de “Chicago” e é baseado no filme “Oito e Meio” de Federico Fellini. Já fiz uma análise desse filme no especial do Globo de Ouro, e minha conclusão lá é a mesma que vou fazer aqui: para quem é fã de musicais, deve ser uma boa pedida para o fim de semana, para quem não é, basta ignorar. Entretanto, cuidado, o filme não tem tido boas críticas.

Invictus

Sinopse: “O filme mostra Nelson Mandela, depois da queda do apartheid na África do Sul e durante seu primeiro mandato como presidente, quando se esforçou para que o país sediasse Copa do Mundo de Rugby de 1995. Uma grande oportunidade para unir seus compatriotas.”

Análise: Novo filme dirigido pelo Clint Eastwood, ou seja, sua aposta para receber mais uma indicação ao Oscar esse ano. Nele temos Morgan Freeman de Nelson Mandela e Matt Damon de ídolo esportivo, tudo isso em meio a um dramalhão de esportes, que considero um dos sub-gêneros mais abomináveis do mundo cinematográfico. Então, eu passo a grande história inspiradora de como o Rudby uniu a África do Sul.

Zumbilândia  (Zombieland)

Sinopse: “Aqui é contada a história de Columbus (Jesse Eisenberg), que sobrevive em uma terra pós-apocalíptica povoada por zumbis seguindo uma lista de 31 regras. Dentre essas regras há coisas como evitar banheiros públicos, se manter em forma (para correr dos zumbis) e sempre usar cinto de segurança. Em sua jornada, ele acaba conhecendo Tallahassee (Woody Harrelson, fantástico como sempre), um homem que pode ser considerado o melhor matador de zumbis deste novo mundo. Os dois seguem juntos atravessando os EUA e no caminho ainda encontram as irmãs Wichita (Emma Stone) and Little Rock (Abigail Breslin), que podem não parecer o que realmente são.”

Análise: Tive a oportunidade de assistir a esse filme numa pré-estréia em dezembro do ano passado e, como publiquei anteriormente, é um ótimo exemplar da comédia de terror. Para quem gosta de zumbis, ou de comédia, ou de suspense, ou do Bill Murray, ou apenas de um bom filme, “Zumbilândia” é a escolha ideal para o este fim de semana.

Concluindo: Mais um vez a escolha tem um campeão meio que pré-anunciado. “Zumbilândia” é a melhor opção dentre as estréias e vale uma conferida. Fica a dica para todos.

28
jan
10

Vício Frenético – Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans (2009)

Devo dizer que fui assistir a esse filme com um misto de desconfiança e de empolgação. Imaginava algo como um filme policial misturado com “Medo e Delírio em Las Vegas”. Entretanto, apesar de começar bem, a última meia hora do filme é bastante enfadonha e acabei perdendo meu interesse antes das luzes do cinema se acenderem.

O filme, que é uma refilmagem do homônimo de 1992 dirigido por Abel Ferrara e estrelado por Harvey Keitel, conta a história do sargento Terrence McDonagh. Logo após a primeira cena do filme, Terrence é promovido a tenente por conta de um ato heróico, entretanto este mesmo ato o deixou com dores nas costas permanentes, o que acaba levando-o a um vício em analgésicos e cocaína. E é essa entrega cada vez maior ao vício que é retratada no filme, não só nos remédios, já que o “Tenente Mau” também tem outros maus hábitos, como o jogo, o crack e a heroína.

Devo dizer antes de tudo que gostei das atuações do filme, desde o Nicolas Cage (que há tempos não faz um filme em que ele não parece estar no piloto automático) até a Eva Mendes, cujo trabalho sempre achei pífio. A direção de Werner Herzog também é eficiente e acerta ao retratar as cenas de delírio de Terence (as iguanas são impagáveis). É uma pena que o roteiro se perca nos momentos decisivos.

Isso ocorre pois a parte mais interessante do filme é aquela que retrata Terence chegando ao fundo do poço por conta do seu vício. Dinheiro perdido em apostas,  alucinações ao longo de investigações, agressões a testemunhas, cada vez mais, existem menos barreiras morais para o comportamento do tenente. Mas, após o fim do retrato desta jornada descendente, a história fica chata, perdemos o interesse naquelas personagens e com isso toda a experiência fica prejudicada.

Talvez se o filme tivesse acabado meia hora antes, de maneira mais súbita, ele poderia ser mais eficiente. É uma pena que nos últimos metros antes da chegada, ele colapse sobre o próprio peso.

28
jan
10

Heroes S04E17 – The Art of Deception

Antepenúltimo episódio de “Heroes” e mais uma vez decepção. Dessa vez, nem Sylar conseguiu salvar esse episódio que foi altamente previsível e cheio de furos. Faltam apenas dois episódios para o fim da quarta temporada (e talvez da série) e não consigo ver nenhuma possibilidade de redenção para esses heróis.

Basicamente, esse episódio serviu para pavimentar o caminho para o grande final. De uma vez só, Samuel conseguiu conquistar a confiança dos habitantes do circo e voltou a se estabelecer como líder, além de matar Lydia, que estava se tornando uma grande ameaça. Resumindo toda a história, Samuel simulou um ataque de Bennet ao circo, onde muitos ficaram baleados e a moça das tatuagens foi morta. Noah acabou capturado, sua peguete ficou ferida e sua filha (lógico que a Claire tava onde não foi chamada) também está presa. Posso dizer que foi uma sequência de eventos bem prevísivel, mas ao menos foi um pouco plausível.

Agora, Sylar foi visitar Matt Parkman, com a esperança de que ele tirasse seus poderes, mas o gordinho sacana prendeu o nosso vilão favorito em um sonho dentro da sua própria mente. E que idéia aquela do Matt de construir uma parede prendendo o Sylar! E que facilidade se tem as pessoas de encontrar tijolos e cimento no meio da noite! Por fim, o Peter chegou cheio de marra e disse que precisa do Sylar pra salvar a Emma, vulgo surda, e entrou na mente do assassino para resgatá-lo. Agora, pensa comigo: o Sylar matou o irmão do Peter! Há dois episódios atrás, tudo que ele queria era vingança, agora quer ajudar o cara. Fala sério, todo mundo em “Heroes” é esquizofrênico.

E, assim, a contagem regressiva se intessifica. Mais dois episódios e estará tudo acabado. E nem matar a Claire vai fazer com que o seriado se redima.

 

22
jan
10

Loteria Cinematográfica – 22 de Janeiro

Sexta-feira, dia 22 de janeiro, teremos mais quatro novas opções nos cinemas. Há uma mescla de gêneros que pode agradar a todos, mas somente um pode sair vitorioso desta eleição. Qual será a obra digna de nosso tempo e dinheiro neste fim de semana? A Loteria Cinematográfica dará essa valiosa resposta após a introdução de nossos concorrentes.

Amor sem Escalas (Up in the Air)

Sinopse: “Ryan Bingham é um consultor com a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas. Ele passa dias viajando de cidade para cidade e acaba vivendo sua vida em hotéis, aeroportos e aviões, sem tempo para relações mais significativas com as pessoas que passam por sua vida. Seu sonho é coletar um milhão de milhas como passageiro, mas, quando está prestes a conquistar tal meta, duas pessoas mudam a sua rotina. A primeira é Alex, que é basicamente uma versão sua feminina e a outra é Natalie, uma novata em sua firma que pretende acabar com as suas viagens ao adotar o uso da teleconferência.”

Análise: Para os que ainda não sabem, este é um dos filmes queridinhos do Oscar para este ano. A película, que possui um trailer muito bom que pode ser conferido aqui, é uma das mais elogiadas do ano e tem um George Clooney inspirado. Com certeza é uma das estréias mais esperadas dessa temporada de premiações e tem grandes chances de ser a escolha deste blog para o fim de semana que começa.

Astroboy (Astroboy)

Sinopse: “Um cientista constrói um robô para substituir seu filho que morreu. Quando se torna claro que ele não pode ocupar o lugar de um humano, o robô é solto no mundo.”

Análise: O famosíssimo anime das décadas de 50 e 60 tem sua adaptação para longa-metragem feita por um estúdio norte-americano. Aqui, a animação tradicional é trocada pelo traço computadorizado e as vozes são todas de astros do ocidente. A produção do filme foi acompanhada por muitos problemas, principalmente por falta de financiamento, e o fato da produção ter sido um fracasso lá fora não colaborou. Entretanto, deve ser um bom programa para os nostálgicos.

O Fada do Dente  (The Tooth Fairy)

Sinopse: “O jogador de hockey Derek Thompson é chamado de Tooth Fairy (Fada do Dente) em função de sua habilidade de quebrar os dentes dos adversários. Quando o protagonista desencoraja uma jovem promessa, Derek é obrigado a trabalhar como uma verdadeira fada do dente durante uma semana, com direito a asas, varinha mágica e a saia. Durante a experiência, ele descobre os seus sonhos perdidos.”

Análise: Mais uma vez aquela história do fortão que é colocado com um monte de crianças para mostrar que ele não é tão durão assim. Filme feito especialmente para quem acha engraçado ver homens musculosos de saia. E, assim como o filme “Uma Mãe em Apuros” da semana passada, temos mais crianças subjulgando adultos. Mais sinais de anarquia como forma de entretenimento. Mais um filme com a existência ignorada.

Chéri  (Chéri)

Sinopse: “Situado em Paris antes da Primeira Guerra Mundial, o filme conta a história da relação amorosa entre a cortesã aposentada Léa e Chéri, filho de sua antiga companheira de profissão e rival, Madame Peloux. Léa educa o imaturo e mimado garoto nas artes do amor, mas depois de seis anos Madame Peloux planeja secretamente um casamento entre Chéri e Edmée, filha de outra rica cortesã, Marie Laure. Enquanto o inevitável momento de separação se aproxima, Léa e Chéri tentam se acostumar com a idéia, mas a vida de prazer e alegria dos dois é mais profunda do que eles imaginavam.”

Análise: Desse filme não sei quase nada, apenas a sinopse que li agora e o fato dele ser o primeiro filme protagonizado pela Michelle Pfeiffer em um bom tempo. Para os curiosos e fãs da atriz pode ser uma boa. Já eu passo.

Concluindo: Acho que essa foi uma das semanas com a decisão mais fácil até agora. Cercado de tantas expectativas, “Up in the Air” é obrigatório e eu acho que não vá decepcionar. Fica a dica para todos.

22
jan
10

Fringe S02E11 – Johari Window

Essa retomada da segunda temporada de “Fringe” me deixou um tanto quanto decepcionado. Tudo bem, o caso da semana foi até interessante e teve uma solução legal, mas todo o desenvolvimento foi meio chato. Comparando este com o episódio perdido da primeira temporada que foi exibido semana passada, tenho que admitir que aquele foi bem mais empolgante.

Aqui, a equipe Fringe tenta desvendar o assassinato de três policiais numa cidadezinha. À princípio, não seria um caso que envolveria nossa querida divisão de ciência de borda, entretanto, a foto de um garoto completamente deformado que tinha sido capturado pelos policiais logo antes do homicídio, acaba levando Olivia, Peter e Walter à cidade de Edina. A partir daí, apesar de mostrar uma história realmente instigante (envolvendo a maneira como vemos uns aos outros), o ritmo de desenvolvimento dos acontecimentos foi bem falho e a história toda culminou num anticlímax que me deixou bem frustrado.

Resumindo, esse foi um episódio fraco de “Fringe”, talvez o mais fraco desta temporada. E o fato de, mais uma vez, não termos nenhuma conexão com a trama principal só aumenta minha decepção.

22
jan
10

Heroes S04E16 – Pass/Fail

Antes de começar a falar sobre este episódio, é importante frisar um acontecimento imporatante que acompanhou a exibição de “Heroes” nesta semana. O episódio número 16 desta quarta temporada atingiu a audiência mais baixa da história do seriado e, pior ainda, ficou abaixo da marca de 4 milhões de espectadores. Para se ter uma idéia, isso é cerca de um milhão a menos do que “True Blood” conseguiu na sua última temporada, mas com o agravante de que a série dos vampiros é exibida na TV a cabo, enquanto os heróis estão no canal aberto NBC, com uma abrangência muito maior. Isso, pode ter sido o último prego no caixão de “Heroes”, e se a série não se recuperar drasticamente na próxima semana, duvido que uma nova temporada aconteça.

Agora, falando dos acontecimentos, vou tentar resumir bastante. Hiro entrou em coma e teve um delírio, em que era julgado pelas suas atitudes ao mudar o curso da história. Com seu pai como juiz e Adam Monroe e Ando como advogados, o delírio concluiu com Hiro enfrentando Adam num duelo de espadas, em que saiu vitorioso. Por fim, a mãe do viajante do tempo surgiu do além e curou seu câncer… sério, foi isso mesmo que aconteceu. Exibindo histórias como essa, vai ser difícil o seriado retomar sua credibilidade.

Sylar foi atrás da Claire com a finalidade de descobrir o que ele realmente quer. Depois de muitos desaforos e um lápis no olho, Sylar descobriu a grande verdade: ele só fugirá do seu destino de morrer sozinho se ele abrir mão de seus poderes. Mas o que aconteceu de mais relevante aqui foi a Claire descobrindo o que ela realmente quer, e o que ela quer é a Gretchen! Isso mesmo, Claire saiu do armário e assumiu sua paixonite sapatônica. Viva pra Claire e pros roteiristas pela ousadia.

Por fim, Samuel passou o episódio tentando convencer o seu grande amor a viver com ele naquele quintalzinho que ele construiu. Ela disse não e ele ficou muito puto. Tão puto que destruiu uma cidade inteira com seu poder. Mas sério, o objetivo final do Samuel era trazer essa mulher pra perto dele? É tão poético quando o amor é a força motriz de tudo, né? Não, não é.

Parece que veremos a partir de agora os 3 últimos episódios de “Heroes”. Pena que não pareça que vá ser uma despedida memorável.