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nov
09

2012 (2009)

Fazia tempo que não sentia uma sensação tão grande de nojo ao assistir um filme como senti ao assistir “2012”. Na verdade, faz exatamente 2 anos e meio, pois ainda lembro do dia fatídico em que assisti a uma das maiores afrontas à inteligência da humanidade, também chamada de “Transformers”.

Roland Emmerich, “diretor” de “2012”, e Michael Bay, “diretor” de “Transformers”, criaram um certo tipo de competição pessoal. Desde meados da década de 90, os dois trazem uma pérola do mau gosto atrás da outra, sempre tentando se superar. Veja bem, não é difícil perceber essa disputa mórbida dos dois pelo título de pior cineasta do cinema moderno.

Tudo começou quando Bay lançou “Bad Boys”, uma película modesta, afinal ele ainda estava se aperfeiçoando em fazer filmes ruins. Entretanto, o gráfico abaixo mostra o quanto ele subiu na “Escala de Ruindade”, mostrando o quanto a sua evolução o levou de encontro ao seu nicho como um diretor medíocre.

A crescente de Michael Bay

Já o caso de Roland Emmerich pode até emocionar, devido à grande superação pela qual ele passou. Ele começou no topo, afinal, foi de suas mãos que nasceu a atrocidade chamada “Independence Day”, filme de ficção científica ufanista e estúpido, em que os aliens invasores são destruídos com um vírus de computador do Windows 95. Apesar de começar tão mal, Emmerich foi ficando menos pior com o passar dos anos e até atingiu algo que beirou o aceitável com “O Dia Depois de Amanhã”. Mas, com esse “2012”, ele voltou com tudo e mostrou pro Michael Bay que esta disputa está mais concorrida do que nunca.

Lembrando que a “Escala de Ruindade” não leva em consideração apenas o nível de qualidade duvidoso do filme, como também o impacto que ele promoveu na sociedade, ou seja, a quantidade de pessoas que tiveram o infortúnio de ter contato com o filme.

Voltando à análise da última obra de Roland Emmerich, podemos dizer que ela segue toda a cartilha do filme-catástrofe. Tem o personagem que se sacrifica para outro sobreviver. Tem o pai tentando recuperar o amor dos filhos. Tem o louco em quem ninguém acredita, mas que fala a verdade. E, claro, há as crianças e os cachorros imortais (fico contente, pois eles sempre me lembram que só se pode morrer depois dos 18 anos).   Mas o maior atrativo do filme, que eram as cenas de destruição,  nem empolgam tanto. Afinal, já foram todas mostradas no trailer. E acredite, não tem nada de novo aqui, só os dramas insuportáveis.

Então, olhando pelo lado bom de toda a situação, percebe-se que é algo construtivo o ruim existir, pois, graças a referenciais como “2012”, é que percebemos o quanto as obras de Paul Thomas Anderson, Spike Jonze ou Michel Gondry são boas. “2012” é uma experiência cinematográfica tão ruim, que espero tê-la novamente daqui a uns 3 anos, pra que eu possa recuperar alguns dos milhares de meus neurônios que foram assassinados ao longo de 3 horas de dor.

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1 Response to “2012 (2009)”


  1. novembro 27, 2009 às 2:01 pm

    Esse “blogueiro” está se aperfeiçoando na arte. O post tem até gráfico!


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