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Bastardos Inglórios – Inglorious Basterds

O novo filme de Quentin Tarantino chega aos cinemas do Brasil hoje, dia 9 de Outubro, e é programa obrigatório para qualquer um que goste de cinema. O diretor está de volta e nos traz um filme de guerra diferente das fórmulas já feitas. As marcas registradas de Tarantino estão em cada cena do filme e temos como resultado a sua melhor obra desde o sensacional “Pulp Fiction” de 15 anos atrás.

Tudo começa no interior de uma França ocupada pelos nazistas, no auge da segunda guerra mundial, onde somos apresentados a duas histórias paralelas. Uma envolve uma judia francesa chamada Shosanna que consegue escapar do massacre da sua família promovido por um dos oficiais mais temidos da Gestapo, o “Caçador de Judeus” Hans Landa. A segunda é protagonizada pelos “bastardos”, um grupo de soldados judeus dos Estados Unidos, liderados pelo oficial Aldo Raine, que procura matar todos os nazistas que encontram pelo caminho, sempre arrancando o escalpo dos inimigos como prêmio.

Como todos os filmes de Tarantino, temos personagens memoráveis, e o que se destaca nesse é o “Caçador de Judeus”. Poucas vezes conseguimos detestar e ao mesmo tempo temer um vilão, mas o ótimo desempenho de Christoph Waltz torna isso possível desde o seu primeiro momento em tela. Em todas as cenas em que ele está presente, a tensão é sempre crescente, atingindo níveis que beiram o insuportável. Ele é um personagem que vai vir à mente sempre que o filme for lembrado e é aposta certa para o Oscar de coadjuvante do ano que vem.

Os diálogos também são um ponto forte de “Bastardos Inglórios”. Desde aquele que compara os judeus a ratos, até o jogo de perguntas e respostas numa mesa recheada de inimigos, o filme nunca perde nossa atenção. Algo importante que também colabora com o envolvimento entre o espectador e o filme é a sensação de nunca saber o que pode acontecer. Primeiro pela falta de medo que o diretor tem em se livrar de personagens. Por mais protagonistas que eles sejam, eles podem morrer a qualquer momento. Segundo pelas liberdades históricas. Saber como tudo acabou não nos dá certeza de nada. E esses dois fatores nos enchem de tensão e de interesse pela história, afinal, não sabemos como nada vai acabar.

Mesmo tendo 2 horas e meia de projeção, o filme nunca é cansativo e sequer parece ter essa metragem toda. Ainda contando com uma atuação muito boa de Brad Pitt, “Bastardos Inglórios” representa a volta de Tarantino à sua melhor forma. E uma ida ao cinema nesse feriadão para conferir esse retorno, não vai gerar qualquer decepção.

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1 Response to “Bastardos Inglórios – Inglorious Basterds”


  1. outubro 9, 2009 às 5:20 pm

    Achei FODA! Há tempos não via um Tarantino tão legal. Tensão o tempo inteiro e que raiva que a gente fica do Landa.

    FICAADICA!!!!!


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