Arquivo de setembro \06\UTC 2007

06
set
07

O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet

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Tim Burton é um dos meus diretores favoritos de todos os tempos. Pode não ser o melhor, mas é o que mais gosto e, pra falar a verdade, é o que importa pra cada um. Com exceção do desastre que foi a refilmagem de ‘Planeta dos Macacos’ (salvando-se o grande vilão encarnado por Tim Roth), tenho veneração por todos os filmes dele. Desde ‘Edward Mãos de Tesoura’, passando pelos 2 primeiros Batmans, ‘O Estranho Mundo de Jack’, ‘Marte Ataca’ e a sua obra-prima ‘Ed Wood’, dentre outros. E agora, qual é a minha surpresa quando descubro que ele está envolvido em um projeto para o fim desse ano chamado ‘Sweeney Todd’, mais uma vez com seu maior colaborador, Johnny Depp. Com uma sinopse intrigante pra dizer o mínimo, que depois descobri tratar-se de uma adaptação de uma peça de teatro, para que ele vai me fascinar mais uma vez:

‘A trama acompanha um barbeiro assassino que, após cometer seus crimes, entrega os cadáveres para sua parceira, uma padeira que se livra das ‘provas’ criando deliciosas tortas de carne’.

Também destaco o cartaz do filme, que mostra que as marcas registradas do Tim Burton estão em cada lugar: sua direção de arte com cenários e tons sombrios, figurino e caracterização impecáveis e nesse caso, uma bela descoloração da imagem, mas dando destaque ao vermelho.

‘Sweeney Todd’ é um filme no qual serei o primeiro da fila.

05
set
07

Bombas Sujas

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Lexi e Brad acabaram de se mudar para Los Angeles. E, num dia como outro qualquer, ela se levanta e vai trabalhar. Ele está desempregado e fica em casa, tomando café, terminando suas atividades rotineiras, quando, então, as bombas explodem. A primeira reação de Brad é tentar encontrar Lexi. Ela não atende o celular. Ele, então, sai a procura dela, mas só encontra barricadas e policiais isolando as áreas atingidas. Eram ‘bombas sujas’. Bombas que provocam uma chuva de cinzas na cidade, cinzas tóxicas e provavelmente mortais. Brad, seguindo os conselhos das autoridades, volta pra casa e veda completamente portas e janelas para se isolar do ar exterior e evitar a contaminação. A espera é insuportável. Até que, completamente coberta pelas cinzas, Lexi reaparece.

Esse é o enredo de ‘Right at Your Door’, filme independente que foi exibido no Festival de Sundance do ano passado, mas que só agora saiu no circuito norte-americano (e para nós, só disponível através de download). Tomando como base o medo e a paranóia que o terrorismo passou a despertar após os eventos de 11 de Setembro, e dando um bom destaque a ineficiência das autoridades norte-americanos em lidar com esse tipo de situação, o filme centra sua ação nestes dois personagens, que se apoiam no instinto mais básico do ser humano: a sobrevivência. Lexi procura abrigo, mas Brad não quer ser contaminado.Obviamente o orçamento do filme não é grande, mas a tranformação do bairro de Los Angeles em um cenário apocalíptico coberto pelas cinzas tóxicas, assim como as explosões logo no início do filme, são bem convincentes. Acho que meu maior problema foi com alguns enquadramentos e jogos de câmera do diretor, pouco inspirados, e algumas vezes até feios. Os primeiros quarenta minutos do filme são bastante tensos. A busca por Lexi, o desorientamento inicial, a falta de informações, a chegada inesperada. Depois disso, o ritmo cai um pouco, mas sem que nosso interesse na história se perca. E o final, então, chega e mostra como essa decisão de viver em medo e isolamento deve ser questionada.

‘Right at Your Door’ é um filme bem recomendável.