Arquivo para agosto \30\UTC 2007

30
ago
07

Rapidinhas

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Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera.

Primeiro filme de Kim Ki-Duk a ter uma grande distribuição internacional, esta obra utiliza as estações do ano como a metáfora do crescimento e amadurecimento de um jovem aprendiz do budismo que vive isolado com seu mestre em um templo flutuante no meio de um lago. É uma jornada realmente recompensadora, e que em momento algum se torna cansativa. Destaque para a bela e simples lição aprendida em ‘Primavera’ e para o visual impressionantemente bonito de ‘Inverno’.

A Ponte

Documentário, atualmente nos cinemas, sobre os suicídios na ponte Golden Gate em São Francisco, lugar mais escolhido no mundo inteiro para a prática desse ato. O diretor fez registros da ponte durante um ano e conseguiu capturar 10 suícidios e, a partir deles, entrou em contato com os parentes e amigos destas pessoas, tentando descobrir o que os levou a esse fim. Percebe-se que, na grande maioria dos casos, o ato não foi impensado, foi algo ponderado e planejado por muitos anos, e nem sempre lamentado, já que para alguns essa era a única opção de paz. Destaque para o último suicídio, que é marcante.

Sem Reservas

Entrei nesse filme totalmente obrigado e arrastado. Quem em sã consciência veria uma comédia româtica com Catherine Zeta-Jones e Aaron Eckhart? Mas acabei vendo que o filme era sobre muito mais que isso. Com uma boa carga dramática e personagens envolventes, o filme consegue te cativar, apesar de não evitar alguns clichês do gênero. Além disso, consegue reatratar bem a rotina de chef, quem conhece, vai se identificar com muito, e ao menos esboçar um sorriso com a aparição das raríssimas trufas negras. Destaque para Abigail Breslin (a pequena Miss Sunshine), que aqui reafirma seu talento e participa dos melhores momentos do filme.

28
ago
07

Jason Bourne volta pra casa.

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Fui ao cinema em Outubro de 2002 com muitas expectativas para assitir “A Identidade Bourne”, afinal era o novo projeto do diretor Doug Liman (diretor de “Go – Vamos Nessa”) e da atriz Franka Potente (a Lola de “Corra Lola, Corra”), e no final da sessão saí meio decepcionado, tinha achado o filme bem irregular, com somente uma sequência digna de elogios (uma perseguição de carros em Paris), mas não digno de recomedação. Tanto que, com a chegada de “A Supremacia Bourne” aos cinemas em 2004, nem me dei ao trabalho de ir ao cinema conferir, apesar da mudança de diretor, e esperei
seu lançamento em DVD. Mas qual foi minha surpresa ao perceber que este era bem superior ao anterior, talvez com um problema na sua edição muito frenética, mas bem mais envolvente e construído que o primeiro, e com uma sequência final nas ruas de Moscou, que considero a melhor perseguição de carros dos filmes que já assisti. Então, agora, em 2007, “O Ultimato Bourne ” chega aos cinemas, e fui, sem a empolgação da primeira vez, tampouco com a desconfiança da segunda, e me deparo com um grande filme, que fecha a trilogia de Jason Bourne com chave de ouro.
Essa foi a primeira vez em que acompanhei uma trilogia em que a qualidade dos filmes segue uma escala gradual de melhora, geralmente, não há história pra sustentar tantos filmes, mas, pelo que parece, guardaram o melhor para o final. Este filme fecha, enfim, todas as pontas soltas que vinham desde a primeira aventura, o que comprova que “A Identidade Bourne” não foi um filme feito para existir sozinho. Visto como primeira parte de uma trilogia, ele se torna bem mais satisfatório e eficiente, o que não deixa de ser uma falha, mas que é de certo modo, amenizada.
A ação é de primeira linha, apesar do diretor Paul Greengass insistir nos cortes excessivos que já tinham permeado o segundo filme, mas aqui eles não incomodam tanto. Tudo começa com um jogo de gato e rato extremamente tenso na estação de Warterloo em Londres, passa pelas ruas e tetos da cidade de Tangier, no Marrocos, e se finaliza com aquilo pelo qual a série ficou conhecida por fazer de melhor: uma perseguição de carros fantástica nas ruas de Nova York. “O Ultimato Bourne” é o filme de ação mais satisfatório do ano de 2007, consegue mais tensão e adrenalina do que a piada em forma de celulóide “Transformers”  jamais sonhou em ter, e vendo o que vem pela frente, acho difícil ele perder esse posto. Jason Bourne concluiu sua jornada, e vai deixar saudades.

25
ago
07

A história sobre o pior fracasso de Homer.

star1.gifstar1.gifstar1.gifBigger, Longer and Uncut?

Semana passada, chegou ao fim uma espera pessoal pelo que considerava, ao início do ano, um dos três filmes mais aguardados de 2007. Pude comparecer a uma pré-estréia de “Os Simpsons – O Filme”, que entrou no circuito nacional
oficialmente na sexta-feira passada, e posso afirmar que valeu a espera.
Muitos dizem que apenas é um episódio mais longo da série como se isso fosse um defeito, mas isto é a maior de suas qualidades. Não esperava nada que fugisse deste caminho, até porque essa é a fórmula que faz sucesso há
quase 20 anos. Quem gosta dos Simpsons não vai se decepcionar, eu garanto, mas falar sobre a experiência do filme não é motivo principal deste texto.
Quero falar sobre algo que me incomoda há muito tempo: a inaptidão da maioria dos ‘jornalistas’ que escrevem sobre cinema nos grandes veículos de informação do país. Sinceramente, não sei o que acontece, se é falta de empenho, de interesse, ou de inteligência, mas todos acreditam no mesmo absurdo: que para se escrever uma crítica, você tem que contar tudo que acontece até os 10 minutos finais e, de quebra, descrever com detalhes as melhores cenas do filme, e “Os Simpsons” é apenas o último caso desta atrocidade. Quem quiser ver o filme e ter uma experiência completa, evite
ler a ‘Veja,’ ‘O Globo’ e ‘O Dia’, três veículos nos quais pus as mãos, felizmente após o filme, e todos os três contam bem mais do que deviam, em alguns casos, as melhores piadas do filme!!!! Sempre admirei a campanha de publicidade desta animação, já que eles nunca deixaram claro nada do enredo e, mesmo assim, nos deixaram com mais vontade de assistir. O criador da série definiu a sinopse do filme apenas como: “a história épica sobre o pior fracasso de Homer” e essa é a melhor definição que poderia haver. Mas os ‘críticos cinematográficos’ nacionais fizeram questão de estragar tudo pra poderem completar as quinhentas palavras que o chefinho exigiu para o texto da resenha poder preencher o espaço da revista.
Lembrando agora de inúmeros desprazeres que, principalmente, a ‘Veja’ já me proporcionou, e ainda sentindo a revolta que tive ao lê-la ontem à noite, posso concluir algo, o que falta não é empenho, interesse, ou inteligência, mas sim paixão pelo que se escreve e a vontade de deixar imaculada essa experiência que é o cinema.

PS: O JB, além de contar a história toda…. contou toda errada…

25
ago
07

Você quer ficar irreconhecível?

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Seh – Hee é uma jovem atraente que tem um relacionamento de dois anos com Ji – Woo. Entretanto, ela é obssesivamente ciumenta, o que a leva a ter um medo constante de que Ji – Woo acabe enjoando da sua aparência  e a deixe por outra. Com isso, ela toma uma decisão extrema: um dia simplesmente some, sem deixar rastros, da vida de Ji – Woo, o deixando triste e solitário, e faz um cirurgia de reconstrução facial para se tornar outra pessoa.

Esse é o enredo dos 15 primeiros minutos de “Time“, o filme coreano que marcou minha volta ao circuito mais restrito de cinema, já que nas últimas semanas acabei me restringindo aos ‘filmes-pipoca’ tão característicos nesta época do ano. E posso dizer que foi um retorno deveras marcante.
Time” é o mais novo filme do coreano Kim Ki-Duk, diretor que está naquela famosa categoria “ame-o ou odeie-o”, e é o segundo trabalho dele ao qual tive acesso (o outro foi seu filme anterior: “Casa Vazia“). Interessante perceber uma semelhança nesses dois filmes, ao que parece, uma marca registrada do diretor, e que faz com que eu me coloque no grupo “ame-o”: a habilidade que ele tem de levar a história por caminhos surpreendentes no seu arco final.
Não é aquela recorrente ‘revelação final’ presente na última cena da maioria dos filmes de suspense norte-americanos, que viraram moda após ‘O Sexto Sentido’ e que geralmente não tem sentido algum (o assassino é a avó da prima do cara que foi abduzido pela sua mãe). Neste caso o que surpreende é o desenvolvimento da história de Seh – Hee e Ji – Woo, as
conseqüências da decisão tomada por ela, e a jornada desesperada que toma conta do último terço do filme. Algo angustiante e imprevísivel.
Depois de mais esse acerto de Ki-Duk, com certeza verei seu primeiro filme lançado no mercado internacional: “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera“, que já soube que mantém o alto nível dos seus outros trabalhos. E quanto a “Time“, este será um filme que não deixará minhas lembranças por algum tempo.

PS: Destaque para uma cena envolvendo uma máscara de papel… Completamente pertubadora.