09
Nov
09

Flash Forward S01E04 – Black Swan e S01E05 – Gimme Some Truth

Desta vez, vou ter que juntar dois episódios de “Flash Forward” num único post. Já que me poupa o trabalho de ter que escrever duas vezes o quanto essa série é mal concebida.

Com mais dois episódios para essa temporada de estréia, muito pouco da trama se desenvolveu. Concluí que esse é daqueles seriados que só acrescentam algo à trama principal nos últimos minutos, enquanto todo resto é preenchido de traminhas que nada trazem de novo.

A causa do apagão foi a chatice desse seriado. Todos dormiram.Em “Black Swan”, tivemos muito blá-blá-blá e uma metafóra com um cisne negro que foi dita como se fosse a coisa mais inteligente já escrita em um roteiro. Mas o que importou mesmo foi a primeira aparição do personagem que parece estar por trás de tudo que ocorreu, e lógico que isso só aconteceu na última cena e não foi retomada no episódio seguinte.

Episódio esse que se chamou “Gimme Some Truth”, ou também conhecido como ”me mata de vergonha”. Nunca fiquei tão constrangido como quando fiquei ao ver uma cena de ação em câmera lenta ao som de “Like a Rolling Stone”. Que timing foi esse??? A música estava totalmente fora de contexto e tirou toda a seriedade dos acontecimentos. E o que foi aquele cara que tentou matar a agente que eu não sei o nome? (confesso que na verdade, não sei o nome de ninguém) Ele atira nela e quando ela pega a arma pra revidar, ele dá as costas e sai correndo!!!! Será que ele só tinha uma bala? É… a crise econômica está atigindo a todos.

“Flash Forward” tomou o lugar de “Heroes” e se tornou meu novo saco de pancadas. E, infelizmente, não vejo luz no fim do túnel para esse caso.

09
Nov
09

Heroes S04E06 – Tabula Rasa

Com o sexto episódio, “Heroes” confirma a crescente desta nova temporada e não tem me deixado muito irritado como costumava deixar (esse posto agora pertence a “Flash Forward”).

"Que tal minha franjinha nova?"Passando a focar no personagem mais popular e interessantre da série, a história começa a se tornar bem mais fluida e interessante. Nada mais de traminhas paralelas que só servem pra encher linguiça e dar espaço para heróis desinteressantes. Sylar agora é uma folha em branco, e mesmo descobrindo quem é na casa de espelhos, ele tenta se tornar alguém diferente, afinal sua mente ainda está presa em Matt Parkman. Percebo que esse novo Sylar vai ser ponto crucial na trama, já que Nathan ainda está lá dentro e  pode voltar a qualquer momento, mas por enquanto, teremos um novo personagem, criado a partir de uma “folha em branco” e que pode trazer uma nova dinâmica ao seriado.

Fora isso, tivemos o garoto que mata e salva pessoas e as conversinhas do Hiro com a surdinha. Momentos que apenas representaram pequenos avanços de trama e que culminam no que pode vir a ser o pior momento da temporada, pois tivemos o japonês infantil voltando no passado para (mais uma vez) tentar salvar a garçonete Charlie. Chega de mexer com o passado! Será que ele vai salvar o Isaac Mendez também?

Semana que vem temos Claire de volta e a volta do confronto de  Matt Parkman com a mente de Sylar. Vamos ver aonde isso vai nos levar.

05
Nov
09

Bored to Death S01E03 – The Case of the Missing Screenplay

Aconteceu!! Finalmente “Bored to Death” engatou e tivemos um episódio bem divertido. Finalmente houve uma intereção plausível entre os três protagonistas dentro do enredo e pela primeira vez fiquei com vontade de ver a próxima desventura dos personagens.

"Eu odeio  Charlie Kaufman!"Com uma participação bem divertida do diretor Jim Jarmusch, que está em busca de um escritor para ajudá-lo num roteiro, fomos brindados com momentos bem sacados ao longo de todo o episódio. Desde a consulta com um psicólogo extremamente agressivo até uma conversa sobre doação de esperma, me diverti como não tinha me divertido nas semanas anteriores.  O interessante é que essa foi a primeira vez em que nosso protagonista não trabalhou num caso como detetive de mentira, o que é a premissa da série. Talvez isso tenha ajudado para o bom funcionamento do episódio, já que aqueles casos, além de desinteressantes, prendiam muito a narrativa, o que prejudicava toda a história.

Cabe também destacar que a série tem uns enquadramentos belíssimos, como o da cena final. Isso tem me surpreendido desde o início e é prova de que a HBO sempre produz seus shows com qualidade.

Espero que “Bored to Death” não deixe a peteca cair e continue deixando minhas segundas mais engraçadas.

05
Nov
09

Heroes S04E05 – Hysterical Blindness

E não é que Heroes está começando a melhorar? Com o fim da história infantilóide desconexa do Hiro e a ligação feita das super aventuras na universidade da Claire com o resto da história, o seriado melhorou muito. Parece que a série vai conseguir ter um história concisa, algo que não acontecia desde a primeira temporada. Bem… parece…

Pra começar temos o alardeado selinho lésbico da Claire, que foi uma bobeira, como era de se esperar. Mas, ao mesmo tempo, descobrimos que tudo de estranho que ocorre na universidade tem um dedo de Samuel. Afinal, ele quer levar todos os personagens da série para aquele circo dele.

Também podemos falar da Emma e do seu poder de ver os sons. Eu achava que ia ser o poder mais inútil da história, mas não é que ele tem uma utilidade legal. Se fosse um anime, a surda ia pegar um violino e atacar os vilões com aqueles sons coloridos. Mas em “Heroes”, vai ser lucro se ela usar o ataque pelo menos mais uma vez.

Ha Ha Ha, agora eu sou o protagonista da série!!!E, o grande destaque do episódio foi, mais uma vez, Peter! Mentira! Lógico que foi o Sylar! Agora que ele está desmemoriado, mas com sua fisionomia original, o negócio promete ferver. Ele já mandou um homem pelos ares e foi perseguido pela polícia até encontrar abrigo no circo de Samuel. É cada vez mais claro que Sylar se tornou o protagonista de “Heroes” e isso tem tornado a série bem mais agradável. Afinal, quem aguenta a boca torta e “emice” de Peter Petrelli? Eu pelo menos não.

Parece que semana que vem teremos mais Sylar e também Hiro, sem a historinha de ser herói da criançada, com Peter. E ainda sem Mohinder!!! Maravilha.

05
Nov
09

Flash Forward S01E03 – 137 Sekunden

É impressionante como “Flash Forward” me empolga cada vez menos. O que começou com um piloto muito bom acabou se tornando numa enrolação e repetição sem fim.

Nesse episódio, basicamente, nada aconteceu. Toda aquela história do nazista, e a agente revoltada com as decisões moralmente condenáveis que estavam sendo tomadas, fora o draminha do agente que sabe que vai morrer, é tudo muito artificial aqui. Foi algo tão brochante que até a cena que criaram pra chocar com aquela torre e os corvos morrendo nem teve o efeito esperado. Na verdade, me deixou mais irritado ainda.

“Flash Forward” é um exemplo de uma ótima premissa mal realizada. E não acho que nos próximos 20 episódios o seriado vá conseguir mudar minha opinião. O que é uma pena.

05
Nov
09

Dexter – S04E03 – Blinded by the Light

Mais um episódio de “Dexter” nesta temporada e mais uma vez os roteiristas conseguem me satisfazer. Parece que o seriado vai seguir um bom caminho desta vez, diferetemente da trama arrastada do ano passado. E isso me deixa bastante feliz, já que Dexter tem produção e elenco impecáveis.

Dexter gosta do patinho dançante?Depois de sofrer com o sono e cansaço nos dois primeiros episódios, Dexter agora tem que lidar com o fato de estar cercado por famílias suburbanas. Famílias compostas por aquelas pessoas que se metem na vida dos outros e querem sempre o melhor para a comunidade perfeita em que vivem. Nesse meio, é bem difícil manter um disfarce, afinal de contas, você está sendo sempre observado e para Dexter, se torna quase impossível. Foi legal a série focar nesse assunto, pois essas pessoas que acham que possuem famílias perfeitas é um problemas até para mim.

Tivemos ainda um pouco mais do “Trinity Killer” e mais confusões amorosas na delegacia. Fora isso, apenas a evolução de Rita para uma personagem extremamente chata. Querendo de qualquer maneira ter controle sobre todas as ações do marido, Rita vai se tornar bem insuportável, ainda mais com a revelação que ela tem no final do episódio de que Dexter não é o modelo de bom cidadão que ela esperava.

Enfim, espero que a série continue num bom ritmo. Adoro quando os episódios passam voando pra mim. Ao contrário dos maçantes episódios de “Flash Forward”.

15
Out
09

Dexter – S04E02 – Remains to Be Seen

Com esse segundo episódio, “Dexter” conseguiu vencer minha desconfiança adquirida após a irregular temporada passada. Focando, assim como no primeiro episódio, no Dexter esgotado por conta do novo momento de sua vida, o episódio explorou bem a idéia sem parecer enfadonho.

Logo no início descobrimos que o corpo de Benny Gomez não estava no carro acidentado de Dexter. Entretanto, nem ele sabe onde está! Por conta do acidente, e da estafa mental, nosso serial killer esqueceu onde pôs o corpo e tenta reconstruir a noite passada com o objetivo de achar os restos de sua mais recente vítima. Foi uma idéia bem sacada e bem executada, coisa que poucos programas conseguem fazer hoje em dia. Vai ser legal ver o que mais Dexter vai ter que suportar para manter seu disfarce, e até quando ele vai conseguir fazer isso.

Fora isso, temos mais algumas cenas com o Trinity Killer (bastante ameaçador na pele de John Litgow), um destaque maior a outro assassino, o Vacation Killer e Debra tentando lidar com os sentimentos que tem pelo agente Lundy (ou “agente vovô”, como foi apelidado pelo Quinn).

"Onde tá aquele corpo?"A única coisa que continua me incomodando é esse romance entre o Angel e a Maria LaGuerta. Parece que foi algo criado para que os personagens continuassem na série. E geralmente esse tipo de história só nos faz sentir que estamos perdendo tempo. Mas espero que pelo menos a trama principal continue nesse bom ritmo, pois com uma história envolvente assim, eu até me sujeito a ver esse casal sem graça discutindo a relação na delegacia.

09
Out
09

Bastardos Inglórios – Inglorious Basterds

O novo filme de Quentin Tarantino chega aos cinemas do Brasil hoje, dia 9 de Outubro, e é programa obrigatório para qualquer um que goste de cinema. O diretor está de volta e nos traz um filme de guerra diferente das fórmulas já feitas. As marcas registradas de Tarantino estão em cada cena do filme e temos como resultado a sua melhor obra desde o sensacional “Pulp Fiction” de 15 anos atrás.

Tudo começa no interior de uma França ocupada pelos nazistas, no auge da segunda guerra mundial, onde somos apresentados a duas histórias paralelas. Uma envolve uma judia francesa chamada Shosanna que consegue escapar do massacre da sua família promovido por um dos oficiais mais temidos da Gestapo, o “Caçador de Judeus” Hans Landa. A segunda é protagonizada pelos “bastardos”, um grupo de soldados judeus dos Estados Unidos, liderados pelo oficial Aldo Raine, que procura matar todos os nazistas que encontram pelo caminho, sempre arrancando o escalpo dos inimigos como prêmio.

Como todos os filmes de Tarantino, temos personagens memoráveis, e o que se destaca nesse é o “Caçador de Judeus”. Poucas vezes conseguimos detestar e ao mesmo tempo temer um vilão, mas o ótimo desempenho de Christoph Waltz torna isso possível desde o seu primeiro momento em tela. Em todas as cenas em que ele está presente, a tensão é sempre crescente, atingindo níveis que beiram o insuportável. Ele é um personagem que vai vir à mente sempre que o filme for lembrado e é aposta certa para o Oscar de coadjuvante do ano que vem.

Os diálogos também são um ponto forte de “Bastardos Inglórios”. Desde aquele que compara os judeus a ratos, até o jogo de perguntas e respostas numa mesa recheada de inimigos, o filme nunca perde nossa atenção. Algo importante que também colabora com o envolvimento entre o espectador e o filme é a sensação de nunca saber o que pode acontecer. Primeiro pela falta de medo que o diretor tem em se livrar de personagens. Por mais protagonistas que eles sejam, eles podem morrer a qualquer momento. Segundo pelas liberdades históricas. Saber como tudo acabou não nos dá certeza de nada. E esses dois fatores nos enchem de tensão e de interesse pela história, afinal, não sabemos como nada vai acabar.

Mesmo tendo 2 horas e meia de projeção, o filme nunca é cansativo e sequer parece ter essa metragem toda. Ainda contando com uma atuação muito boa de Brad Pitt, “Bastardos Inglórios” representa a volta de Tarantino à sua melhor forma. E uma ida ao cinema nesse feriadão para conferir esse retorno, não vai gerar qualquer decepção.

08
Out
09

Heroes S04E04 – Acceptance

Encher lingüiça 1. Dizer ou escrever coisas que não vêm ou mal vêm a propósito da matéria tratada. 2. Ocupar tempo com outra coisa que não a combinada ou esperada.

Nada mais apropriado do que iniciar a crítica do 4º episódio dessa nova temporada de “Heroes” com a definição dada pelo Aurélio para o termo acima. Afinal, “encher lingüiça” foi o que foi feito durante 90% do episódio e isso é frustrante. Chegou a tal ponto em que, algumas horas depois, eu tinha esquecido que tinha assistido o episódio. E com isso, parece que o seriado não vai conseguir sair da sua cova já cavada.

Não vou falar da “importantíssima” missão do Hiro de salvar um incompetente do suicídio, ou do papinho super profundo da Claire e do seu pai sobre o que ele pode fazer com a vida dele, ou da Tracy decidindo deixar de ser prostituta. Afinal, o que essas tramas trouxeram pra história? Nada! Já disse aqui no blog, em críticas de outros seriados, que é necessário haver uma trama maior que ligue os episódios e mantenha nosso interesse. E essas traminhas infantis e desconexas não ajudam. O que importa o fato da Tracy se tornar pudica dentro do mistério que envolve o pessoal do circo? Isso dá saudades do homem-bomba da primeira temporada.

"Vamos juntos fazer uma história interessante para esse episódio, tia do tapa-olho em Pushing Daisies?" "Vamos, Nathan/Sylar!"Enquanto isso, o que se salvou foi a história do Nathan. À princípio, parecia que era algo sem propósito como as outras situações do episódio, mas no final, vemos que aquilo serviu como um estopim para a volta de Sylar. Não acredito que ele tenha voltado pra valer, acho que foi só uma reação do corpo dele que voltou à forma original. Mas a cena do Nathan saindo da terra com o rosto do Sylar nos trouxe esperanças de que bons momentos virão.

Então, continuamos nossa jornada. Semana que vem tem o alardeado beijo lésbico da Claire. Com isso, nosso movimento “Claire-vira-logo-sapatão” finalmente vai ficar satisfeito.

06
Out
09

Flash Forward – S01E01 – No More Good Days / S01E02 – White to Play

“Flash Forward” era a estréia desse ‘fall season’ que mais tinha responsabilidade sobre os ombros. Tida por alguns como a sucessora de “Lost” e possuidora de uma premissa que é no mínimo instigante, “Flash Forward” iniciou com um piloto bombástico, mas o segundo episódio foi um tanto quanto morno. E isso pode ser a concretização do maior medo que eu tinha sobre a série, o receio de que uma premissa assim não seja o bastante pra nos segurar durante uma temporada inteira.

"Onde eu estacionei meu carro?"Em “No More Good Days”, presenciamos o evento global em que toda a humanidade ficou desacordada por 2 minutos e 17 segundos, resultando em inúmeras tragédias pelo mundo inteiro. Após algumas conclusões forçadas por parte do FBI, descobrimos que nesse blecaute, todos tiveram visões de suas vidas 6 meses no futuro. Agora, todos trabalham para descobrir o que causou esse blecaute, usando como pista as visões do futuro de cada pessoa, que juntas formam um tipo de mosaico. Com algumas cenas de tensão, o episódio foi muito bom, concluindo com uma cena assustadora do homem andando no meio do estádio desmaiado.

"Filho, eu vou pegar sua médica! Todo mundo já sabe, mas o seriado não cansa de repetir!"Já “White to Play” teve como momento alto as crianças brincando de blecaute, onde cada uma apagava e via o futuro. Foi uma cena bizarra e perturbadora. Fora isso, tivemos, ao longo do episódio, uns 15 minutos só de cenas que já tínhamos visto, o que me incomodou bastante. Parece que os roteiristas estão duvidando da nossa capacidade de lembrar o que aconteceu no começo do seriado e isso se torna muito irritante depois de um tempo. Chega de imagens do flash forward do tira voltando a beber ou da esposa com outro homem! A gente já entendeu! E a história com isso perde, pois não evoluiu em quase nada.

Então, continuarei a assistir “Flash Forward” com a esperança de que eles não troquem os pés pelas mãos no desenvolver da série. Afinal, apesar do seriado ter uma premissa que é genial, ao mesmo tempo ela é ingrata, pois exige muito dos roteiristas para manter nosso interesse. E encher lingüiça mostrando cenas repetidas não é uma boa maneira de alongar a história.