Desta vez, vou ter que juntar dois episódios de “Flash Forward” num único post. Já que me poupa o trabalho de ter que escrever duas vezes o quanto essa série é mal concebida.
Com mais dois episódios para essa temporada de estréia, muito pouco da trama se desenvolveu. Concluí que esse é daqueles seriados que só acrescentam algo à trama principal nos últimos minutos, enquanto todo resto é preenchido de traminhas que nada trazem de novo.
Em “Black Swan”, tivemos muito blá-blá-blá e uma metafóra com um cisne negro que foi dita como se fosse a coisa mais inteligente já escrita em um roteiro. Mas o que importou mesmo foi a primeira aparição do personagem que parece estar por trás de tudo que ocorreu, e lógico que isso só aconteceu na última cena e não foi retomada no episódio seguinte.
Episódio esse que se chamou “Gimme Some Truth”, ou também conhecido como ”me mata de vergonha”. Nunca fiquei tão constrangido como quando fiquei ao ver uma cena de ação em câmera lenta ao som de “Like a Rolling Stone”. Que timing foi esse??? A música estava totalmente fora de contexto e tirou toda a seriedade dos acontecimentos. E o que foi aquele cara que tentou matar a agente que eu não sei o nome? (confesso que na verdade, não sei o nome de ninguém) Ele atira nela e quando ela pega a arma pra revidar, ele dá as costas e sai correndo!!!! Será que ele só tinha uma bala? É… a crise econômica está atigindo a todos.
“Flash Forward” tomou o lugar de “Heroes” e se tornou meu novo saco de pancadas. E, infelizmente, não vejo luz no fim do túnel para esse caso.
Com o sexto episódio, “Heroes” confirma a crescente desta nova temporada e não tem me deixado muito irritado como costumava deixar (esse posto agora pertence a “Flash Forward”).
Passando a focar no personagem mais popular e interessantre da série, a história começa a se tornar bem mais fluida e interessante. Nada mais de traminhas paralelas que só servem pra encher linguiça e dar espaço para heróis desinteressantes. Sylar agora é uma folha em branco, e mesmo descobrindo quem é na casa de espelhos, ele tenta se tornar alguém diferente, afinal sua mente ainda está presa em Matt Parkman. Percebo que esse novo Sylar vai ser ponto crucial na trama, já que Nathan ainda está lá dentro e pode voltar a qualquer momento, mas por enquanto, teremos um novo personagem, criado a partir de uma “folha em branco” e que pode trazer uma nova dinâmica ao seriado.
Aconteceu!! Finalmente “Bored to Death” engatou e tivemos um episódio bem divertido. Finalmente houve uma intereção plausível entre os três protagonistas dentro do enredo e pela primeira vez fiquei com vontade de ver a próxima desventura dos personagens.
Com uma participação bem divertida do diretor Jim Jarmusch, que está em busca de um escritor para ajudá-lo num roteiro, fomos brindados com momentos bem sacados ao longo de todo o episódio. Desde a consulta com um psicólogo extremamente agressivo até uma conversa sobre doação de esperma, me diverti como não tinha me divertido nas semanas anteriores. O interessante é que essa foi a primeira vez em que nosso protagonista não trabalhou num caso como detetive de mentira, o que é a premissa da série. Talvez isso tenha ajudado para o bom funcionamento do episódio, já que aqueles casos, além de desinteressantes, prendiam muito a narrativa, o que prejudicava toda a história.
E não é que Heroes está começando a melhorar? Com o fim da história infantilóide desconexa do Hiro e a ligação feita das super aventuras na universidade da Claire com o resto da história, o seriado melhorou muito. Parece que a série vai conseguir ter um história concisa, algo que não acontecia desde a primeira temporada. Bem… parece…
E, o grande destaque do episódio foi, mais uma vez, Peter! Mentira! Lógico que foi o Sylar! Agora que ele está desmemoriado, mas com sua fisionomia original, o negócio promete ferver. Ele já mandou um homem pelos ares e foi perseguido pela polícia até encontrar abrigo no circo de Samuel. É cada vez mais claro que Sylar se tornou o protagonista de “Heroes” e isso tem tornado a série bem mais agradável. Afinal, quem aguenta a boca torta e “emice” de Peter Petrelli? Eu pelo menos não.
É impressionante como “Flash Forward” me empolga cada vez menos. O que começou com um piloto muito bom acabou se tornando numa enrolação e repetição sem fim.
Mais um episódio de “Dexter” nesta temporada e mais uma vez os roteiristas conseguem me satisfazer. Parece que o seriado vai seguir um bom caminho desta vez, diferetemente da trama arrastada do ano passado. E isso me deixa bastante feliz, já que Dexter tem produção e elenco impecáveis.
Depois de sofrer com o sono e cansaço nos dois primeiros episódios, Dexter agora tem que lidar com o fato de estar cercado por famílias suburbanas. Famílias compostas por aquelas pessoas que se metem na vida dos outros e querem sempre o melhor para a comunidade perfeita em que vivem. Nesse meio, é bem difícil manter um disfarce, afinal de contas, você está sendo sempre observado e para Dexter, se torna quase impossível. Foi legal a série focar nesse assunto, pois essas pessoas que acham que possuem famílias perfeitas é um problemas até para mim.
Com esse segundo episódio, “Dexter” conseguiu vencer minha desconfiança adquirida após a irregular temporada passada. Focando, assim como no primeiro episódio, no Dexter esgotado por conta do novo momento de sua vida, o episódio explorou bem a idéia sem parecer enfadonho.
A única coisa que continua me incomodando é esse romance entre o Angel e a Maria LaGuerta. Parece que foi algo criado para que os personagens continuassem na série. E geralmente esse tipo de história só nos faz sentir que estamos perdendo tempo. Mas espero que pelo menos a trama principal continue nesse bom ritmo, pois com uma história envolvente assim, eu até me sujeito a ver esse casal sem graça discutindo a relação na delegacia.
O novo filme de Quentin Tarantino chega aos cinemas do Brasil hoje, dia 9 de Outubro, e é programa obrigatório para qualquer um que goste de cinema. O diretor está de volta e nos traz um filme de guerra diferente das fórmulas já feitas. As marcas registradas de Tarantino estão em cada cena do filme e temos como resultado a sua melhor obra desde o sensacional “Pulp Fiction” de 15 anos atrás.
Encher lingüiça – 1. Dizer ou escrever coisas que não vêm ou mal vêm a propósito da matéria tratada. 2. Ocupar tempo com outra coisa que não a combinada ou esperada.
Enquanto isso, o que se salvou foi a história do Nathan. À princípio, parecia que era algo sem propósito como as outras situações do episódio, mas no final, vemos que aquilo serviu como um estopim para a volta de Sylar. Não acredito que ele tenha voltado pra valer, acho que foi só uma reação do corpo dele que voltou à forma original. Mas a cena do Nathan saindo da terra com o rosto do Sylar nos trouxe esperanças de que bons momentos virão.
“Flash Forward” era a estréia desse ‘fall season’ que mais tinha responsabilidade sobre os ombros. Tida por alguns como a sucessora de “Lost” e possuidora de uma premissa que é no mínimo instigante, “Flash Forward” iniciou com um piloto bombástico, mas o segundo episódio foi um tanto quanto morno. E isso pode ser a concretização do maior medo que eu tinha sobre a série, o receio de que uma premissa assim não seja o bastante pra nos segurar durante uma temporada inteira.
Em “No More Good Days”, presenciamos o evento global em que toda a humanidade ficou desacordada por 2 minutos e 17 segundos, resultando em inúmeras tragédias pelo mundo inteiro. Após algumas conclusões forçadas por parte do FBI, descobrimos que nesse blecaute, todos tiveram visões de suas vidas 6 meses no futuro. Agora, todos trabalham para descobrir o que causou esse blecaute, usando como pista as visões do futuro de cada pessoa, que juntas formam um tipo de mosaico. Com algumas cenas de tensão, o episódio foi muito bom, concluindo com uma cena assustadora do homem andando no meio do estádio desmaiado.
Já “White to Play” teve como momento alto as crianças brincando de blecaute, onde cada uma apagava e via o futuro. Foi uma cena bizarra e perturbadora. Fora isso, tivemos, ao longo do episódio, uns 15 minutos só de cenas que já tínhamos visto, o que me incomodou bastante. Parece que os roteiristas estão duvidando da nossa capacidade de lembrar o que aconteceu no começo do seriado e isso se torna muito irritante depois de um tempo. Chega de imagens do flash forward do tira voltando a beber ou da esposa com outro homem! A gente já entendeu! E a história com isso perde, pois não evoluiu em quase nada.